Como andam minhas curvinhas?

Ciao,

Saudades gigantescas de escrever aqui! Dessa vez vim falar de algo que aconteceu comigo há um tempinho. Em Maio desse ano precisei retirar o apêndice, e por conta disso, fiquei três meses sem fazer os exercícios específicos pra escoliose, sem natação, sem tai chi e uma semana sem colete. Confesso que eu fiquei com bastante medo e um pouco insegura sobre como minha coluna reagiria com essa mudança. Graças à Deus, deu tudo certo, como sempre! Na consulta de reavaliação, em Agosto, com a Dra. Patricia, detectamos alguns pontos que deveriam ser trabalhados, o que é totalmente normal e esperado, visto que passei por uma cirurgia e fiquei tanto tempo sem atividade física. Porém, em um panorama geral, a avaliação foi super positiva! ❤️

Agora, sigo fazendo meus exercícios específicos e natação! Em relação ao colete, só estou usando para dormir (uma evolução e tanto porque o quanto eu era apegada nele não tem explicação 😂).

Disse tudo isso pra explicar o quanto ter tido uma disciplina de exercícios durante esses sete anos foi importante para meu corpo e para o tratamento da minha escoliose. Mesmo com alguns imprevistos, a coluna e o meu corpo preservaram todo o trabalho de conscientização física e mental que foi sendo desenvolvido nesses anos. Está tudo guardadinho e sempre estará, o trabalho, de agora em diante, é preservar e aprimorar cada vez mais esse condicionamento, por isso é tão importante levar a sério os exercícios específicos para sua curva e usar o colete 🤗

Espero ter ajudado!

Com amor,

Teresa

Ainda sobre Junho

Ciao,

Sim, um tempão que não escrevo aqui, anda tudo muito corrido 😦

Essa semana me dei conta que ainda não havia publicado aqui a foto e o texto que escrevi para esse mês de Junho:

aceitar. agradecer. amar.
escolhi essas três palavras pra fazer parte da campanha desse ano pois elas realmente têm um significado muito grande.
sobre ACEITAR: desde que descobri a escoliose não sei explicar ao certo como eu aceitei de uma forma tranquila usar o colete 23h/dia, fazer exercícios específicos todos os dias, ter que parar de fazer ballet, além de outras restrições.. nunca me passou pela cabeça não aceitar ou me revoltar, a única coisa que eu pensava era que eu teria que passar por isso, a escolha de levar a sério o tratamento e de viver esse processo feliz ou não era só minha.
sobre AGRADECER: depois de um tempinho convivendo com a escoliose que consegui ter essa consciência, a de agradecer por ela, de agradecer por tudo que eu vivi e vivo através dela e principalmente me dar conta de que ela foi um presente.
sobre AMAR: acho que é só uma consequência desse caminho todo. antes aceitar, depois agradecer e então amar, e querer transmitir esse amor e esse lado positivo e feliz pra todos que passam pelo mesmo. você ama tanto que não se importa em mostrar seu colete, não se importa se as curvas das suas costas ficam aparentes, porque você as ama, e esse amor vence qualquer vergonha, qualquer medo e insegurança, você ama e você confia em Deus e sabe que tudo vai dar certo, mesmo nos momentos que isso tudo que eu escrevi parece não fazer sentido.
o meu maior desejo é que cada vez mais outras pessoas com escoliose possam sentir esse amor também.

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Com amor,

Tete

Junho 2019

Ciao,

Mais um Junho que chegou, mês preferido pra quem luta para conscientizar cada vez mais!! O tema desse ano traz uma reflexão muito especial: ACEITAR, AGRADECER E AMAR! Segue o texto que preparei:

Mais um Junho chegou, mais uma chance de falar sobre escoliose, mais uma chance de conscientizar e mais uma chance de frisar o quão importante é tratá-la de uma maneira HUMANA. Ter escoliose não é apenas um desvio na coluna, é muuuito mais que isso, e, com toda certeza do mundo, tem sido um presente conviver e aprender com ela há 7 anos. Só posso agradecer à Deus, à minha família e amigos por me ajudarem desde sempre a ACEITAR, AGRADECER e AMAR minhas curvinhas!

Com amor,

Tetê

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Pedro Quereza

Ciao,

Hoje a postagem é mais do que especial, porque pela primeira vez no blog trago a história de um menino com escoliose, de um guerreiro que é um exemplo e uma inspiração para todos nós. Tive contato com a mãe do Pedro, através do facebook, que mandou a história dele para postar aqui no blog:

“Meu nome é Larissa Andrade Quereza, tenho 33 anos, nasci e moro em Avaré, onde sou proprietária da Casa Boutique, casada, há 10 anos, com Elifio Quereza e mãe de Pedro e Gustavo, de 10 anos, e Matheus, de 7 anos.

Pedro nasceu com uma deformidade congênita na coluna chamada escoliose.

A escoliose congênita decorre de um problema com a formação dos ossos da coluna vertebral (vértebras) ou de um problema de fusão dos ossos da coluna, podendo ou não estar associado a fusão de costelas durante o desenvolvimento do feto ou do recém-nascido.

A gravidez do Pedro e do Gustavo foi tranquila, embora tenham nascidos pré-maturos, como a maioria dos gêmeos. Durante a gestação o médico chegou a desconfiar que um deles pudesse ter síndrome de Down (possibilidade que foi descartada depois da realização de um exame), mas, hoje achamos que já era a má formação da coluna dele que o médico desconfiou.

Quando o Pedro e o Gustavo tinham cerca de seis meses começaram a sentar, ficar em pé e eu percebia que o Pedro ficava torto, então, comecei a desconfiar. Levei em uma pediatra que disse que devia ser a posição que ele ficou na barriga e recomendou que fizesse sessões de fisioterapia. Mesmo assim, o levei em um ortopedista, que viu que era escoliose, mas ele me assustou muito e disse que não tinha o que fazer, que meu filho iria ser torto o resto da vida. Sai do consultório dele completamente desesperada e chorando muito.

Comecei a leva-lo Unesp de Botucatu, só que lá cada hora passava por um médico, um falava que era cirúrgico, outro não, que ele só precisaria usar um colete.

Um dia, eu estava à toa na internet e escrevi, no Facebook, escoliose, apareceu um grupo chamado “Mães da escoliose”. Eu nunca tinha ouvido falar, sequer sabia que exista outras crianças e mães que enfrentavam o mesmo problema! E através deste grupo conheci a Associação de Assistência à Criança com Deficiente (AACD).

Eu até conhecia a AACD, mas achava que eles só trabalhavam com casos mais sérios e que só atendia pelo SUS, e neste grupo descobri que não! A AACD atende convênio médico e particular também. Então, marquei uma consulta para o Pedro.

Na AACD fui orientada a respeito da cirurgia que ela precisava e também todo o procedimento necessário para isto, como convênio médico. Já que esta operação custaria, no mínimo, R$ 200 mil.

Em abril deste ano, ele foi operado na AACD. A princípio, o Pedro tinha duas opões cirúrgicas. Uma, em que ele colocaria duas hastes e alinharia a coluna, porém, a cada seis meses ele precisaria passar por uma cirurgia de novo, para alinhar estas hastes ao crescimento dele. Mas, não precisou. Como o problema maior dele é na lombar, os médicos optaram por outra cirurgia e ele só fará outras depois dos 18 anos.

Mesmo assim, Pedro ficou 40 dias internado na AACD, após esta cirurgia. Nos pós-cirúrgico ele contraiu uma infecção chamada osteomelite.

Nestes 40 dias internado, fomos apenas ele e eu, e o Pedro nunca se queixou, nunca questionou o motivo de estar passando por tudo isso. Acho que, na verdade, é ele quem dá força a família.

Meu marido e eu sempre aceitamos o problema, mas, é claro que tínhamos muito medo das consequências. Os irmãos e os amigos também levam tudo em uma boa. Algumas pessoas, no entanto, perguntam, principalmente o fato dele ser gêmeos e ser bem menor que o Gustavo, mas sempre ensinei ele a lidar com isso dizendo que acontece porque não são idênticos, são de placentas diferentes.

O problema de serem gêmeos é exatamente a comparação das pessoas que não convivem. Quem convive, aceita e nem sequer pergunta para o Pedro sobre a diferença com o irmão.

Oito meses após a cirurgia, a vida do Pedro começa a voltar ao normal, o único cuidado que ele deve ter é com relação a quedas. No período de um ano, ele não pode cair, por causa da cicatrização da cirurgia. Mesmo assim, já pode até mesmo jogar bola.

O Pedro veio para me mostrar o quanto Deus é maravilhoso. Se ele não tivesse escoliose, eu não teria buscado tanto a Ele.

Nestes 40 dias, que ficou internado, fomos só ele e eu, e todos os dias o Pedro orava e agradecia o milagre.

Usar o colete não é fácil para ele, incomoda, e ele tem que ficar com isso 23 horas por dia, mesmo assim, até isso, trouxe coisas boas para a vida do Pedro. Meu filho é apaixonado pelo Corinthians e quando estava internado, ele pedia muito um autografo do Jadson, jogador do clube, mas eu não sabia como conseguir isso. Em Avaré, através do empresário Jota Cruz, o Pedro não só conseguiu o autografo no colete, como conheceu pessoalmente o Jadson e ainda entrou em campo com ele.

Eu sei que isso é só o começo. O futuro dele vai ser conseguir tudo o que ele sonha!

Para tudo Deus tem um propósito, mesmo a gente não entendendo. Acredito muito que tudo o que minha família passa com o Pedro tem um proposito maior, que é nos aproximar de Deus!”.

Pedro é muito lindo e eu já estou encantada e querendo muito conhecê-lo! AMEI DEMAIS ESSAS FOTOS NA PRAIA, precisamos ir juntos um dia! Com toda certeza vai conquistar tudo que sonha! Obrigada por ser uma inspiração à todos e parabéns aos pais e aos irmãos por todo suporte!

Com amor,

Tetê

Olhar com o coração

Ciao,

Um dos assuntos que mais converso com outras pessoas que têm escoliose é em relação à autoestima, ter vergonha de mostrar o corpo, de mostrar o colete, de usar uma roupa mais justa. Acho que de todos os pontos relacionados ao tratamento da escoliose esse é um dos mais importantes, se não o mais. Aceitar-se e aceitar tudo que virá pela frente, determina e muito o resultado de um tratamento de escoliose e eu sou prova disso. É muito, mas muito fácil, alguém de fora te falar para aceitar, que não precisa ter vergonha, mas só quem está ali, usando um colete ou com cirurgia e tendo que conviver com essas curvinhas, é que sabe tudo que passa pela cabeça, todas as inseguranças e medos! Fui muito feliz desde que descobri a escoliose pois nunca sofri nenhum tipo de preconceito, tanto no colégio como em outros lugares. Perguntas e curiosidades sempre existiram, mas sempre com muito respeito e aceitação. Porém, na maioria das vezes isso não acontece, muitas meninas e meninos com escoliose já sofreram e sofrem preconceito sim, seja devido ao colete, ao formato do corpo, à cicatriz de cirurgia, etc. O meu objetivo toda vez que faço essa caminhada na praia, onde meu colete fica mais exposto do que nunca, é mostrar que não importa o que os outros pensarão de ti, a única coisa que importa é você ser feliz, aceitar, agradecer e deixar fluir. Esse passeio foi extremamente especial pois aconteceu algo lindo. Enquanto minha mãe tirava algumas fotos, um menino de mais ou menos 6 anos, se aproximou, olhou pra mim sorrindo, pegou a minha mão e deu um beijo. Eu, totalmente surpresa e encantada com aquilo, também dei um beijo na mão dele e disse que ele era fofo e especial demais. Obviamente ele viu que eu estava diferente das outras pessoas, e qual foi a reação dele? Um gesto de carinho e amor, gesto de criança que só tem bondade no coração. São nessas pessoas que nós devemos pensar, por elas que devemos fazer acontecer, por essas pessoas de bem. E se por um acaso fizerem comentários infelizes, a melhor opção vai ser sempre o perdão e ter a certeza e a segurança de que você nunca estará sozinha ou sozinho, que existem muitos passando pelo mesmo e que maldade nenhuma atinge quem vibra na frequência do amor ❤️ 

Eu estou sempre aqui para qualquer dúvida e buscando cada vez mais mostrar o lado positivo de ter escoliose, buscando cada vez mais mostrar que a beleza mora dentro de nós, no nosso coração e isso ninguém no mundo pode tirar 🥰

Com amor,

Tetê

Parte de quem eu sou

Ciao,

Hoje vou falar sobre um assunto muito especial e importante pra mim: o uso do colete. Antes de tudo, volto a frisar que, CADA CASO É UM CASO, cada tratamento de escoliose é um tratamento e a última coisa que devemos buscar é generalizações quando o assunto é escoliose. No meu caso, comecei usar o colete com 13 anos de idade. Na época demorei um mês para conseguir usá-lo 23h por dia e depois dessa fase de adaptação consegui me acostumar super bem. Quando comecei meu tratamento, precisei parar o ballet, e no fundo sempre sonhava em voltar, por isso eu vi no colete uma chance a mais de melhorar e conseguir evitar a cirurgia. Com o passar dos anos, usei 10 coletes diferentes, porque eu crescia e portanto precisava trocá-los. As primeiras semanas com cada colete são sempre delicadas, só meus pais sabem o quanto era difícil e quantas vezes pensava em desistir achando que não ia dar conta. Porém, algo dentro de mim sempre me disse para nunca desanimar e eu sabia que logo logo aquele período chato passaria e eu me acostumaria com o colete, como seeempre aconteceu. Muitas meninas vêm me perguntar o porquê de eu, com quase 21 anos, ainda usar o colete. No meu caso, eu sempre encarei o colete como meu melhor amigo, como um amuleto, poderia até dizer assim, que protegia a minha coluna por onde quer que eu fosse, literalmente rs. Final de 2016, minha fisioterapeuta e eu conversamos a respeito de eu já estar pronta o suficiente para começar o período de retirada do colete. Fiquei extremamente feliz mas também fiquei insegura na mesma proporção. Sabe o frio na barriga do primeiro dia de aula no colégio? Aquele medo de abandonar a sua rotina e começar algo novo? Era isso que eu sentia. Será mesmo que eu vou conseguir diminuir o uso do colete? Logo o colete que me deixa tão segura? Será que minha escoliose vai piorar?

Eu decidi não responder essas perguntas, decidi levar essa nova fase do tratamento com leveza, com calma, no meu tempo, respeitando os sinais do meu corpo e da minha mente, assim como a Dra Patrícia havia me falado. Fui retirando o colete aos poucos, conforme via necessidade e me sentia segura. O resultado disso? Eu percebi que eu não preciso abandonar o uso do colete já, eu percebi que devido aos exercícios que faço a minha escoliose não vai piorar se por acaso eu ficar um dia inteiro sem usar o colete, eu percebi acima de tudo isso, que cada vez mais ter EQUILÍBRIO é o segredo. Hoje, dificilmente eu uso o colete 23h/dia, mas sim conforme vejo necessidade, eu escuto o que meu corpo e minha mente estão me pedindo, eu tento programar minhas atividades do dia-a-dia (principalmente quando não estou de férias), para assim poder saber quando o uso do colete vai ser mais conveniente, ou quando eu poderei tirar aquela folga hehe. O colete, conjuntamente com os exercícios trabalham na manutenção da minha curvatura, assim como a prática da natação e o tai chi chuan. Porém, a cada reconsulta apresento melhoras em muitos aspectos, pois não são só os graus que definem a melhora da escoliose (sempre bom lembrar).

Quanto tempo eu ainda usarei o colete? Não sei.. por enquanto sou imensamente feliz e grata em saber que posso fazer uso desse recurso que me auxilia desde sempre e continua ajudando tanto. Por hora, sigo sempre com muita fé, acreditando que tudo já deu certo.. sem estresse, sem cobrança, sem medo, mas com muita disciplina sim, porque a gente precisa disso pra manter essas curvinhas sempre “em ordem” hahah

E reforçando, isso funciona para mim, para o meu histórico de tratamento físico e também emocional. Generalizar, never 😉

Espero muuuuito poder ter ajudado e estou sempre à disposição para tirar dúvidas ou até pra desabafar, muitas vezes só quem tem escoliose entende quem tem escoliose né?!

ps.: tem post com o mesmo título mostrando uma roupa que aparece o colete.. já que não temos que ter vergonha de mostrar quem somos! o link esta aqui

Com amor,

Tetê

 

 

Convivendo com escoliose

Ciao,

Tenho recebido algumas mensagens perguntando a respeito de como lido com a escoliose, que tratamento eu faço, exercícios e o porquê de eu ainda usar o colete. Bom vamos começar pelo tratamento. Faço exercícios do método  SEAS, através do Instituto Projeto Escoliose Brasil, do Rio De Janeiro. Já fiz um post falando sobre o método, é só clicar aqui. Vou a cada 6 meses para o Rio reformular a série de exercícios, baseado em como minha curvatura e meu corpo reagiram aos exercícios anteriores. Faço esses exercícios diariamente, em casa, e não levam mais que 45 min. Como já conheço muito bem meu corpo e a minha escoliose, consigo nitidamente perceber o quanto essa prática me ajuda, não só em relação à curvatura em si, mas também em relação ao equilíbrio, simetria, consciência postural, corporal e mental. Isso tudo devo aos anjos Patricia Mentges, Alessandra Amorim e Hector Catalán , do Projeto Escoliose, que zelam por essas curvinhas como se fossem deles hahah.

Quanto às outras atividades físicas, pratico natação e Tai Chi Chuan. A natação me auxilia muito na questão da melhora da minha respiração e da resistência corporal. Quanto ao Tai Chi Chuan, procuro estar sempre em autocorreção postural enquanto realizo os movimentos da forma. Além disso, o Tai Chi tem uma filosofia na qual nada deve ser exagerado, tudo ao seu limite, uma parte do corpo ajudando a outra, algo extremamente importante e que sigo também nos exercícios do método SEAS. A natação e o Tai Chi, muito mais que me ajudarem fisicamente, fazem um bem gigantesco para a minha mente, é como uma terapia!

Enfim, ter escoliose pra mim, é um aprendizado diário. Tudo que acontece na nossa vida é por uma razão, nada é gratuito, e acredito que o fato de eu ter essas curvinhas também não. Por isso que agradeço sempre, por todo aprendizado, amadurecimento e conhecimento.. experiências essas que certamente teriam ocorrido de maneira totalmente diferente se eu não tivesse escoliose. Temos a tendência de tentar achar resposta pra tudo que acontece na nossa vida, temos a mania de pensar demais.. sabe, não precisamos disso! A partir do momento que começarmos a levar a vida com leveza, aceitando os desafios que se apresentam com a certeza que JÁ DEU TUDO CERTO, seguindo o fluxo, e acima de tudo, fazendo o bem, ouvindo seu coração e agindo com amor, tudo que tiver que acontecer, acontecerá no momento certo, na hora que estivermos preparados. Depois que encarei toda a situação dessa forma, não só quanto à escoliose, tudo ficou bem mais fácil.

Quanto ao uso do colete… bom, merece uma postagem a parte, a minha relação com ele é algo que quando começo pensar, da vontade de chorar {de alegria claro}! Eu nunca imaginei que estaria há sete anos fazendo uso dele, e eu nunca imaginei também que poderia transformá-lo em algo tão natural no meu dia-a-dia!! Aguardem que logo logo tem textão sobre hehe!

Estou sempre aberta para qualquer dúvida e para ajudar no que eu puder!!

Com amor,

Tete

Roberta Deodato

Ciao,

Muito feliz que hoje contarei a história de uma guerreira lá da Itália! Conheci a Roberta pelo instagram e começamos a conversar por lá! Ela, sempre muito fofa e querida! Há pouco tempo postou uma foto da cicatriz da sua cirurgia com um texto lindo, eu não poderia deixar de pedir se poderia postar aqui, e ela autorizou! Segue o texto traduzido e também o orginal! Roberta, sei molto brava e ha un bel cuore, un esempio per noi!

“28 • 11 • 2017 ~ 28 • 11 • 2018

Um ano atrás, neste momento, e eu estava entrando na sala de cirurgia. Um ano ou atrás, neste exato momento, eu estava prestes a tomar uma das mais importantes e mais belas decisões da minha vida …… Ainda hoje, depois de todo esse tempo, não consigo expressar meus sentimentos, meus pensamentos naquele momento; eu estava curiosa e assustada ao mesmo tempo, insegura mas forte. No entanto, hoje, um sentimento pode certamente ser o mais certo entre todos: GRATIDÃO e ESTIMA para mim mesma e para aqueles que estiveram perto de mim. Recebo mensagens, pedidos de informação, de apoio de muitos meninos e meninas de todo o mundo; nunca imaginei que minha experiência pudesse ser tão útil para os outros, como foi para mim. Sempre achei que seria difícil “ser diferente”, ter uma história “particular” para contar, porque você nunca sabe o que esperar dos outros. Em vez disso, um ano depois dessa forte escolha, que me mudou em muitos aspectos, posso dizer que estou orgulhosa da pessoa que estou me tornando e de estar ciente de que minha história, minha VIDA, será especial”.

“28•11•2017 ~ 28•11•2018
Un anno fa, in questo preciso momento, stavo entrando in sala operatoria. Un anno fa, in questo preciso momento, stavo per compiere una delle decisioni più importanti e più belle della mia vita……
Ancora oggi, dopo tutto questo tempo, non riesco ad esprimere le mie sensazioni, i miei pensieri in quel momento; ero curiosa e spaventata nello stesso tempo, insicura ma forte. Però, oggi, un sentimento può essere sicuramente il più certo fra tutti: GRATITUDINE e STIMA verso ME STESSA e verso coloro che mi sono stati vicino.
Mi arrivano messaggi, richieste di informazioni, di sostegno da molti ragazzi e ragazze da ogni parte del mondo; non avrei mai immaginato che la mia esperienza potesse essere cosi talmente d’aiuto per gli altri, così come lo è stato per me. Ho sempre pensato che sarebbe stato difficile “essere diversi”, avere una storia “particolare” da raccontare, perché non sai mai cosa aspettarti dagli altri. Invece ora, ad un anno da questa scelta così forte, che mi ha cambiata su molti aspetti, posso dire di essere orgogliosa della persona che sto diventando e di avere la consapevolezza che la mia storia, la mia VITA sarà speciale”.

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Quanta maturidade, quanta clareza e quanto amor pela sua história e pela escoliose ❤️ Obrigada por ser uma inspiração!

Con amore,

Tete

 

Natália Costa

Ciao,

A guerreira da escoliose de hoje é a maravilhosa Natália! Tenho certeza que a história e o modo de ela ver a vida vai ser uma inspiração e tanto pra esse início de semana! Fico sempre emocionada quando encontro pessoas tão incríveis, especiais e iluminadas quanto você Nati! Que exemplo, só tenho a agradecer por ter te conhecido pelo Instagram e por agora poder compartilhar a sua experiência com a escoliose aqui!

Segue o texto {lindo} da Nati:

“Oi gente, meu nome é Natália, tenho 23 aninhos e sou portadora de escoliose congênita. Só foi possível ser notada a deficiência a partir dos 2 anos de idade, quando meu tórax começou a se aprofundar. Passei por diversos médicos, fiquei meses internada em hospitais e tudo isso prejudicou minha infância e estudos. Os médicos falavam que eu iria viver somente até os 12 anos. Foram vários dias difíceis, mas eu consegui suportar e assim me convencer que posso sim ter uma vida com uma curvinha, com um buraquinho entre meus seios, com uma coluna alta e com ombros inclinados.
Eu amo tirar fotos e mostrar para as pessoas como sou, e que não tenho vergonha alguma de ser eu mesma. Quem me conhece sabe que 99,9% da minha vida eu vivo com alegria e gratidão a vida, e assim fica tudo mais fácil.
Viemos para fazer a diferença nesse mundo tão igual.
Grata à Deus pela minha VIDA! 🌻”.

 

Linda, linda, linda! Obrigada mais uma vez e parabéns por ser essa pessoa tão especial e inspiradora! “Viemos para fazer a diferença”.. que essa diferença seja sempre regida pelo amor ❤️

Ps.: Sei que estou em débito por aqui, mas realmente a vida tá uma correria.. porém nas férias vocês vão enjoar de mim rs, prometo muitos posts legais!

Com amor,

Tete

Catia Pestana

Ciao,

O depoimento que trago hoje vem diretamente de Portugal, de uma guerreira super mega alto astral que foi querida demais me mandando algumas fotos e escrevendo essas palavras de incentivo para todxs nós que vivemos com essas curvinhas ou com cicatriz!

“Antes de mais, parabéns a todos nós guerreiros. A minha escoliose surgiu quando eu tinha 15 anos. Actualmente tenho 39 anos. Ao início foi muito difícil aceitar a curva (fase de adolescência, ser diferente, não saber o que vestir e vergonha de andar na rua e que as pessoas reparassem no meu problema. Contudo, tive sempre a minha família me apoiando. Nunca fiz cirurgia, porque moro numa Ilha (Ilha da Madeira que pertence a Portugal), onde na altura, a minha escoliose era uma incógnita para os médicos). Não tive possibilidade financeira de sair da Ilha para procurar conselhos de especialistas peritos na área. A idade foi avançando e aprendi a gostar de mim e da minha curva. De vez em quando vou abaixo, mas ultrapasso esse momento menos bom, me lembrando sempre que existe sempre alguém pior que eu (lutando pela vida e a morte; pessoas que já tiveram visão e a perderam; pessoas sem membros; pessoas paraplégicas; pessoas lutando por doenças). E um bem haja a estas pessoas! Levanto-me a aplaudo as mesmas por enfrentarem problemas sérios de saúde e às que infelizmente por diversas circunstâncias deixaram de poder andar, ver, etc…! Parabéns a todos os guerreiros portadores de escoliose e não só!
Não sabia que fotos escolher, escolhi várias… fotos entre amigas(os), sozinha, do meu raiox, do meu melhor amigo e namorado (a pessoa que me aceita como sou e me apoia em todos os momentos e cuida de mim sempre), a foto com o meu cão que infelizmente faleceu com 1 ano de vida e faz-me imensa falta, enfim…. fotos que fazem gostar de mim. Fotos que podem servir de apoio às adolescentes que passam pelo o que eu já passei. Que lhes sirva de exemplo que não devemos esconder as nossas curvas e não nos descuidarmos do nosso visual. Com 39 anos, sinto-me linda. E gostava que todas as meninas se sentissem assim. Que não esperassem tantos anos como eu esperei, para perceberem que são lindas. Um grande beijo de alma e coração a todos Vós! ❤💙 ”.

Catia querida! És uma inspiração de positividade para todos nós! Obrigada do fundo do meu coração pelo depoimento!

Com amor,

Tete

 

Junho de 2018

Ciao,

Junho de 2018 chegou, o mês mais lindo do ano na minha opinião hehe! Eu não poderia deixar de escrever umas palavras a respeito dessas curvinhas que me acompanham há seis anos e que são o motivo pelo qual pude aprender e continuar aprendendo tanto.

Eu me orgulho muito da minha escoliose porque, sim, ela foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Me ensinou tanto, fez com que eu conhecesse pessoas tão incríveis, lugares tão lindos, fez com que eu desse valor para aquilo que antes eu não dava, e em todos os momentos de tristeza, das mais diversas situações, ela me faz lembrar dos motivos que realmente são passíveis de sofrimento. Ela me ensina a evoluir a cada dia e é por isso que eu sou grata a ela, sou grata a cada machucadinho que já tive com o colete, sou grata a todos os momentos e etapas do tratamento sou grata por ter escoliose e sou grata por ela ser parte de mim 💚

Sim, existem momentos de tristeza, momentos em que eu quero desistir de tudo, momentos que eu realmente me pergunto se tudo vale a pena. Mas então, por mais inacreditável que pareça, em vários desses momentos eu recebia uma mensagem de alguém falando sobre como o blog estava ajudando, falando para eu seguir firme e não desistir. E assim eu percebia, que os momentos tristes e de incertezas não são NADA perto das coisas boas e perto do que eu posso ajudar. Ter escoliose não é um mar de rosas, podem ter dores, indecisões, revoltas, machucados.. mas temos que aprender que são esses percalços, por vezes necessários e inevitáveis, que nos ajudarão a evoluir, e que esses percalços SEMPRE passam, comigo foi e é assim! Eu uso desses percalços como um impulso, um impulso para lutar sempre mais,  para lutar sempre pela melhora das minhas curvinhas!

É por isso que eu falo com toda a certeza do mundo: EU TENHO ORGULHO DA CURVA QUE ME FORTALECE.

Se você tem escoliose, cirurgia ou conhece alguém que tenha e se sente à vontade para falar sobre isso, convido a postar uma foto (usando #EuTenhoOrgulhoDaMinhaCurva ou #EuTenhoOrgulhoDaMinhaCicatriz) que represente sua história e trajetória com essas curvinhas. Não precisa ser necessariamente uma foto das suas costas, pode ser uma frase, uma paisagem, o seu raio x.. enfim! Basta ser representativo e importante pra você 💚 Vai ser lindo reunir todas essas postagens no final desse mês (to até imaginando o textão aqui 😂), por isso divulguem pra quem vocês conhecerem 🤗

VEM JUNHO E ILUMINE TODXS NÓS!

Com amor,

Tete

PS: Arte da minha linda Bianca Vicini Bonotto

 

 

Conhecendo a Paulista

Ciao,

Sempre fico muito feliz quando recebo mensagens de meninas falando a respeito do auxílio do blog na vida delas. Cada palavra toca meu coração de um jeito extremamente sincero, que emociona muito e me motiva a buscar ajudar sempre mais.

Pensando nesses mensagens cheias de amor que recebo, pensei em retribuir do meu jeitinho: usando meu colete por cima da roupa, em um dos meu lugares preferidos da vida, a Av. Paulista. Isso aconteceu no feriado do dia 01/05, portanto a Paulista estava aberta para os pedestres!

Percebi que várias pessoas comentavam: “o que essa menina tá usando?”. Isso me deixava imensamente feliz, pois estava podendo mostrar uma realidade que é muito comum mas não tão discutida como deveria. Também, porque me senti muito à vontade, sem vergonha alguma, e o melhor: recebi muitos sorrisos e não percebi olhares de reprovação, apenas de curiosidade, o que é extremamente normal e compreensível.

Quem cria nossa realidade, o que queremos viver e experienciar somos nós mesmos. Crie a realidade que vá te fazer feliz, crie por você, para você, ame, seja grato e as bençãos virão instantaneamente {em qualquer área da sua vida}. Nesse dia, me senti assim, feliz, abençoada por poder ser e mostrar quem  eu realmente sou, sem ter medo ou vergonha, aceitando e agradecendo. Abençoada por poder compartilhar esse momento com vocês e talvez poder ajudar quem passa pela mesma situação ou por outra similar!

Seguem as fotinhos tiradas na Casa das Rosas!

 

Com amor,

Tete

 

 

Erica Felix

Ciao,

Hoje, a história que trago aqui é a da pessoa que mais me inspira e que é o meu exemplo e meu espelho, principalmente nos meus momentos de tristeza {sim esses momentos existem pra todo mundo, só não podemos deixar que eles prevaleçam né?!}.

Conheci a Erica no IV Encontro da Escoliose no Rio De Janeiro. Ela contou um pouco da sua história e distribuiu os seus “Sapinhos da Esperança”, que são Sapinhos verdes em dobradura que simbolizam a força, a luta, a vontade de não desistir, a esperança! Desde então então ela virou um exemplo, tanto pra mim quanto pra minha família!

Sempre sonhei em contar a história dela aqui, e essa semana ela me presenteou com o seu depoimento! Tenho certeza que você não vai conter a emoção, assim como eu não contive:

“Teresa, meu nome é Erica, não nasci com escoliose e isso é certeza pois desde pequena todos sempre elogiavam minha postura e minha coluna sempre retinha e eu sempre magrinha, meu sonho era até ser modelo e esse sonho foi se distanciando quando tinha 11 anos. Minha mãe que morava e trabalhava aqui no Rio sempre ia me visitar (Sul da Bahia) e levava presentes e um dos presentes foi uma blusa coladinha verde e eu me lembro como se fosse hoje, eu coloquei a blusa e ela e minha tia olharam minhas costas e ficaram olhando e falando e pedindo para que eu ficasse com postura e repararam que minha coluna estava com um lado maior que o outro. E eu imaginando e pensando: como assim?! E a gente tentando entender o por quê?! Aí foi passando os dias e os meses indo no médico e onde eu morava, no sul da Bahia, não tinha nenhum especialista. Depois de uns 10 meses que consegui fazer um raio x que nem foi de coluna, foi um raio x de tórax que mesmo assim ajudou muito e marcarmos um ortopedista no SUS que olhou e disse que eu estava com 80° de escoliose e que era caso cirúrgico, e como ficamos todos assustados e perdidos o médico deu um encaminhamento e disse que eu iria consegui operar em Brasília ou São Paulo e logo disse para minha tia que iria ser complicado porque não temos parentes nesses dois estados.
Minha mãe morava e trabalhava aqui no Rio de Janeiro e se casou e teve um filho. Aos 13 anos vim morar com ela, desde então fui ao posto de saúde e deram o encaminhamento para fazer fisioterapia na ABBR e lá fiz fisioterapia por 3 meses e depois me deram encaminhamento para entrar na fila de cirurgia do INTO. Lá no INTO vi outras pessoas iguais e piores que eu e conheci, outras pessoas que fizeram a cirurgia e ficaram super bem! Mas quando consegui fazer o primeiro raio x de coluna no INTO já estava bem pior. É grave meu caso e a médica deixava bem claro isso! Como fui conversando com umas pessoas e elas diziam que depois de anos que foram chamadas para cirurgia e mesmo assim na fila, eu, para não ser esquecida,  de 6 em 6 meses ou uma vez por ano estava lá na consulta e sempre distribuindo meus sapinhos da esperança que eu fazia e ensinava outras pessoas fazer lá na hora, no auditório esperando chamar para consulta rsrs. Notei que sempre que eu ia, mudava o médico e ficava pensando, esse tá com medo de me operar, e eu sempre confiante dizendo e confirmando que queria operar. Enquanto esperava na fila, eu terminei meus estudos, fiz cursos, trabalhava dando aula de reforço, porque ninguém queria me dar emprego pois poderia a qualquer hora ser chamada para operar, fazia penteados com tranças e olhava crianças meio período. Nesses oito anos na fila eu ia 2 vezes na semana na faculdade Gama Filho fazer fisioterapia respiratória e traumo preparatório para a cirurgia. Que pessoas maravilhosas nesses anos que me acompanharam e motivaram muito para seguir confiante e nesse início de tratamento sou grata a minha médica pneumo Dr.Andreia que é um anjo e até hoje ajuda muito outras gerações. Minha mãe e eu fomos marcadas numa reunião no INTO com a equipe de coluna que nos acolheu super bem!

Depois de quando fui perdendo as esperanças, num sábado de manhã saindo da igreja, tinha acabado de marcar o batizado de meu afilhado e programado viajar para visitar a família, o meu telefone tocou e era do INTO pedindo para estar lá na segunda e levar só produtos de higiene. Eu fiquei sem reação e não sabia se ria ou chorava que sensação estranha e minha mãe ficou assim também. No dia lá no hospital eu só chorava e chorava e minha mãe foi embora e a enfermeira não demorou nem 3 horas lá rsrs disse que eu estava de alta por falta de sangue O- que eu iria precisar. Não pensei duas vezes e metir o pé kkk e fui para casa pensando e quando cheguei, que alívio e todos na rua e em casa ficaram assustados até eu explicar! Não demorou, depois de 2 semanas chamaram de novo e eu estava mais segura e pedi para minha mãe tirar uma foto de minhas costas e que susto, vi que realmente tinha que operar. Fomos eu e minha mãe. Fiquei numa enfermaria grande e bem legal onde tinham pessoas operadas e aguardando operar e lá fiquei aguardando por 15 dias por falta de sangue ou as vezes tinha cirurgia antes e não dava tempo de fazer a minha e assim ia me alimentando, tomando suplementos, fazendo nebulização, fisioterapia, fiz muitas amizades na enfermaria e outras enfermarias, recebi muitas visitas da família e algumas amigas.

Imagina eu com mais de 160° de escoliose idiopática e com bronquite asmática crônica alérgica grave e sangue O-. Que responsabilidade e eu sabia e também sabia que se não fosse operar iria piorar cada dia mais e já sentia muitas dores na região da caixa torácica na direção do umbigo e meu pulmão e coração já estavam muito pressionados e quando tinha crise de asma e tosse machucava meu pulmão direito e tossia sangue e vivia tomando antibióticos. Então quis arriscar tudo e tentar o melhor. No dia fiquei sabendo que a maioria ou todos cirurgiões estariam presentes em minha cirurgia, mas o que me foi apresentado da última consulta, e que iria estar a frente, foi o Dr.Andre. Fui eu operar e na primeira cirurgia foi para colocar as barras.

Acordei no CTI muito sonolenta já de noite e com muito enjoo e mesmo assim querendo comer e tomei mingau e depois coloquei tudo para fora. No dia seguinte voltei para enfermaria sem poder levantar e uns 5 dias assim e mesmo assim conseguia me virar de lado e muito incomodo.

Depois fui para segunda cirurgia pensando que fosse mole também, mas não, foi a cirurgia mesmo do qual retiraram 3 costelas e acordei depois de 3 dias com acesso venoso, drenos de tórax e na coluna, bolsa de alimentação daqueles que vai pelo nariz, mascara de oxigênio, sonda e aparelhagem que tem no CTI. Acordei assustada e sem conseguir me mexer e tinha passado meu aniversário (02/09/2011) e eu não estava acordada e minha mãe no dia seguinte me dando os parabéns e os enfermeiros chegando e felizes de ver que eu estava desinchada e surpresos com minha melhora! Tinha dado um susto em todos! Mas graças a Deus fui me recuperando bem e ganhando força e carinho de todos com o passar dos dias. Fiquei 13 dias lá e depois fui para enfermaria e não aguentava mais ficar deitada depois de quase 25 dias e comecei ficar preocupada se iria conseguir sentar e se iria conseguir andar… mais estava sufocada! Numa segunda de manhã todos chegando e gritei quero levantar e dizia não aguento mais ficar nessa cama. Com todos de acordo o fisioterapeuta me sentou primeiro e eu tremendo de fraqueza e suava e que peso nas costas me puxando para trás e meu corpo esquentou todo… me colocaram na cadeira de banho e aproveitaram e levaram para tomar banho de chuveiro, usar o vaso rsrs e foi tudo tão rápido! Eu voltei para cama quase desmaiando de dor e fraqueza ter de se acostumar com um material no corpo, dor na região das costelas. Com a ajuda do grupo da coluna e enfermeiras com o passar dos dias fui me recuperando! E veio a ordem que eu ainda não podia andar e teria que usar um colete ortopédico por um tempo para a coluna se acostumar com a postura e eu não fazer certos movimentos. Chegou um dia que todos iriam mudar para o novo INTO, que fica hoje na Avenida Brasil e que legal inaugurei junto com alguns pacientes o novo INTO e lá é bem grande só não tinha companhia e televisão ainda. Fiquei do lado de uma senhora que estava lá a meses internada e estava tratando uma ferida que dá em pessoas que ficam muito tempo acamada. E todos os dias a noite na troca de turno dos enfermeiros eu lia e orava a Folha da missa e ela sabia todas as músicas do folheto e cantávamos juntas. Ela me chamava do nome da neta Mariana rsrs pois ela não estava bem lúcida das coisas.

Depois de um mês e pouco internada não me conformava de ter passado por 2 cirurgias e ter que usar o colete. Depois de tanto ajeitar o colete tive alta e para voltar para casa foi ótimo e tive que me adaptar a cama, usar moletas e 2 vezes na semana a equipe domiciliar vinha em minha casa com fisioterapia, enfermeira, assistente social vieram por 10 sessões e me ajudaram e ensinou como devo deitar, levantar e subir escadas. Ensinou colocar e tirar o colete e fazer uns exercícios que faço até hoje.

Iria ficar só 6 meses com o colete e mesmo com ele ou quando tirava durante o banho sentia fisgadas da haste e falei na consulta e pediram uma tomografia e fiz outro raio x e minha teimosa coluna estava com a haste solta junto com alguns parafusos frouxos. E fiquei 10 meses com o colete até marcarem de novo uma nova cirurgia da qual não sabia se iria apertar ou fazer tudo de novo, só na hora. Internei e passei o domingo dia 02/09/2012, meu aniversário, internada. Recebi visitas de pessoas especiais e nesse dia conheci muitas pessoas especiais também. Quem me operou foi o Dr.Eulálio e deu tudo certo ele só apertou os parafusos juntos com a haste e disse que não precisava usar mais o colete.

Com 3 meses de operada já bem e sem dores fui na consulta de revisão e perguntei se já podia trabalhar e ele disse que sim, vida normal e só não posso pegar peso. Logo fiz um currículo e entreguei a conhecidos e logo fui chamada para trabalhar como operadora de telemarketing de uma clínica e eu super animada comecei e tinha que pegar 2 ônibus. No início foi dolorido e fui acostumando e depois de uns uns 2 anos não engordei e magrinha o parafuso foi aparecendo nas costas e querendo romper e inflamando em cima como se fosse um “furunco” e estava para entrar de férias e fiquei informando o pessoal lá. Logo na primeira semana de férias conseguiram me internar e eu pela quarta vez indo operar a coluna para retirar uns parafusos que estavam querendo romper a pele e graças a Deus foi tranquilo.

E hoje sou muito grata a todos que estiveram ao meu lado ajudando, fortalecendo e apoiando. O Projeto Escoliose ajuda e ajudará muitos jovens a iniciar o tratamento logo e assim evitar a passar por todo esse transtorno que passei. Mas mesmo com tanto sofrimento consegui vencer.”

Essa sim é uma Guerreira da Escoliose e tanto! Grata demais por ter conhecido você, por ter a oportunidade de aprender contigo e receber essa luz que você irradia!

Você merece só bênçãos Erica, parabéns por ser esse ser humano tão incrível e um exemplo para todxs nós, guerreirxs da escoliose!

 

 

Com amor,

Tete

 

Easter mood

Ciao,

Páscoa é sempre especial e, como de costume, com o meu coletinho dando o ar da graça 💕

Vim para minha cidade nesse feriado e aproveitei pra fotografar e postar por aqui!

Esse vestido é todo soltinho, ficando bem confortável para usar com o colete, que é o que realmente importa, conforto sempre! A manga fofa e os bordados dão uma vida pra ele 🌹🌷🌻

Espero que gostem!

Com amor,

Tete

 

Oi, sumido

Ciao,

com colete que já estava sumido por aqui voltou a dar o ar da graça hahah! Como já falei algumas vezes, eu realmente não me importo de deixar meu colete aparecendo, e essa roupa é um exemplo disso. Pra ser bem sincera, eu acho muito fofinho hehe!

No início do uso do colete, eu fazia mil e uma artimanhas para disfarçar, mas com o tempo, percebi que isso não ia me tornar diferente de ninguém, e passei a me orgulhar MUITO do meu melhor amigo!

Esse vestido é super leve, solto e bem fresquinho então te deixa bem a vontade com o colete. Sim, eu sei que no verão o calor é um fator bem complicado e que dificulta MUITO o uso. Só quem usa sabe como é ter que caminhar num sol de 30°C usando colete. Por isso, opções como essas são sempre uma ótima saída.

Estou usando minha palmilha, de lei haha! Pra mim faz muita diferença mesmo, ajuda muito na questão da rotação e na minha percepção em relação ao alinhamento do meu corpo.

Seguem as fotos, espero que gostem e que ajude vocês ❤

 

Com amor,

Tete

Mirian Vidal

Ciao,

Preparadxs pra mais uma lição de vida? A Mirian postou esse texto e essa foto no seu Facebook, e eu não pude deixar de pedir para compartilhar aqui também 💜

Mirian, o que escreveu é de uma mulher extremamente forte, madura, determinada e cheia de alegria e amor como você! Só posso te agradecer pelo belo exemplo e pelo ensinamento incrível!

A Mirian participou do vídeo que organizei em Junho do ano passado. Lá ela conta que descobriu a escoliose com 13 anos sendo ela consequência de uma displasia epifisária. Tem 120º de curvatura torácica e 80º de curvatura cervical. Segundo ela, sua cifoescoliose não pode ser corrigida com cirurgia, portanto, faz um tratamento paliativo.

Converso com várias meninas que tem escoliose, e muitas delas tem vergonha do seu corpo, das suas costas.. essa aceitação leva tempo, assim como a Mirian mesma falou no texto abaixo! Acredito que o primeiro passo sempre é agradecer, mesmo com todas as dificuldades envolvidas, a escoliose não deve ser olhada como um fardo, ela deve e precisa ser olhada como uma benção 💜

Segue o texto da guerreira de hoje para inspirar e ajudar todxs vocês 😍:

“A estimativa é 1 entre 100 à 150 mil pessoas que possuem o mesmo problema que eu tenho. Por conta disso, eu sempre tive vergonha do meu corpo, cogitar ir para a praia? Impossível! Usar biquíni? Jamaais! Tirar foto então? Nuncaa! Que as outras pessoas olhassem? Deus me dibre! Foram tantas lágrimas que eu parecia um mar, mas o que me ensinaram é que eu sou 1 no meio de 150 mil e isso não deve ser algo vergonhoso, meu corpo é muitoo diferente de todos os outros, mas de forma diferente ele faz praticamente tudo que qualquer outro corpo faz e com condições bem piores e um espaço muito mais limitado, com isso aprendi a ter orgulho do meu corpo. Foi muito, muito, muito difícil chegar nesse nível, mas eu comecei devagar, a acreditar no que meus amigos me falavam, a não me xingar, a me olhar no espelho e dizer: você é bonita sim, você é maravilhosa! Dizer tantas vezes, tantos dias, por tanto tempo, até acreditar. Eu sou cheia de remendas, como uma boneca de retalhos fui costurada de várias formas e sempre tive vergonha disso, passei uma vida odiando praias por inúmeros motivos. Perdi tantos momentos bonitos! Gratidão me define, porque com a ajuda de tantas pessoas consegui dar um significado para a palavra beleza.
Beleza para mim é quando descobrimos que os remendos devem ser motivo de orgulho e não de vergonha, beleza é quando você acredita no que te transborda, beleza é quando você se sente bem dentro do corpo que tem… Mais do que isso, aprendi que beleza é quando você se sente tão leve, tão simples, tão bem, que acredita ser do tamanho das nuvens e deseja alcançar o céu. Fico pensando que as nuvens nunca deixam de ser o que são, nunca perdem sua beleza, mesmo a gente apontando o dedo e dizendo que elas parecem algo que definitivamente não são, as nuvens continuam no seu espaço a ocuparem o céu. Por isso, tirem os pés do chão e acreditem na beleza que vocês tem, exercitem todos os dias até acreditarem, diga todos os dias que você é exclusiva no meio de milhares e que apenas você pode dizer o que de fato é belo. Há tanta beleza no mundo, a gente pode escolher o que admirar, então comece por você”.

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E aí?! Comece por VOCÊ 💜

Com amor,

Tete

Uma caminhada na praia

Ciao,

Hoje vou contar uma história pra vocês. Nunca escrevi nesse formato, mas espero muito que gostem 🖤 Vamos lá:

A Caminhada

O despertador tocou e a primeira coisa que veio em sua mente foi: é hoje! Ela, gostava de ter metas e tentava de toda maneira fazer com que se tornassem realidade. Entretanto, a meta que ela queria realizar naquele dia a desafiava muito, e bem lá no fundo a deixava com um pouco de medo e de insegurança. O tempo estava do seu lado: o sol estava tímido, as nuvens preenchiam o céu e uma brisa suave dançava pra lá e pra cá. Ela colocou seu maio, e logo após a sua armadura. Olhou-se no espelho e por um segundo achou aquilo que ia fazer, uma bobeira, mas respirou fundo e foi em frente. Colocou um vestido branco, e foi, junto com seus pais, para a praia. Chegando lá, pode sentir o sol, a nuvens, a brisa e pode sentir também várias borboletas dentro do seu estômago. O seu lado inseguro começou a falar, e não parava mais… mas o que esse lado inseguro não sabia é que dentro dela, havia um outro lado muito mais forte, um lado que fazia ela lembrar de tantas outras guerreiras e guerreiros de armaduras e de titânio, fez ela lembrar do bem que ela já pode fazer, mesmo por muitas vezes sem se dar conta que o estava fazendo. Fez ela lembrar das pessoas que ela ainda poderia ajudar seguindo em frente com essa meta. Esse lado, fez com que ela tirasse o vestido branco e começasse a caminhar. Conforme ela caminhava, uma sensação que ela nunca tinha sentido antes, invadia seu coração. Ela era quem ela queria ser, ela amava sua armadura, sua escoliose, ela amava estar ali caminhando e ela era grata por TUDO isso. Ela, naquele momento, era feliz, ela era ela e não tinha vergonha alguma disso. Os olhares que recebia não eram olhares de reprovação, de espanto, de dó, eram só olhares de curiosidade e nada além de curiosidade. Nossa, como ela ficou feliz, sua meta estava dando certo.. tudo que ela queria era exatamente isso, mostrar pra quem estivesse naquela praia que ter escoliose e usar um colete não é uma coisa de outro mundo, ela queria mostrar que isso pode trazer muita felicidade, e isso ela mostrou com o sorriso que não saia do seu rosto. Quando ela voltou dessa caminhada, tirou o colete e agradeceu, só agradeceu, e dentro dela cresceu uma vontade ainda maior de fazer mais por essa causa que é cheia de curvas, em todos os sentidos, mas que é tão linda, tão única e que ensina coisas que só quem tem esse caminho torto para andar sabe do que eu, ops, ela está falando 🖤

 

Com amor,

Tete

Taís Sabino

Ciao,

Hoje eu estou aqui, escrevendo esse post, com os olhos cheios de lágrimas, e muito emocionada. Tenho certeza que esse depoimento vai te emocionar também. A única coisa que tenho a dizer é que, Tais, você é gigante, você é luz, você é especial demais, você é pura inspiração. Nunca vou cansar de te dizer isso!

Se você que está lendo esse post, precisa de algum incentivo para seguir adiante, para sair de uma fase ruim, para se aceitar, aceitar seu corpo, aceitar seu jeito, essas palavras são uma ajuda e tanto:

“Olá, me chamo Taís Sabino. Tenho 20 anos e sou Portadora de Escoliose Congênita.
Bom, na gestação da minha mãe, foi detectado um desvio em minha coluna. Desde então, minha mãe começou a ser acompanhada e o tratamento passou a ser totalmente diferente das suas outras duas primeiras. Minha mãe teve que praticamente renunciar sua vida ao meu nascimento, passou a se dedicar totalmente a mim! Pois ao nascer, após 1 ano, fiz uma cirurgia referente ao despregamento do meu rosto, que era colado ao meu ombro. Passei por uma reconstrução de face, do meu lado esquerdo. Até aí, tudo ótimo! E os tratamentos da Escoliose novamente começaram. E logo então, o Dr. Chegou com minha mãe e lhe entregou uma grande RESPONSABILIDADE, dizendo à ela: Mãe, sua filha hojeeee, corre um grande risco de ser operada (da escoliose) e não voltar a andar. O que você decide?! Operamos ela? E ela corre esse risco, e se caso for realmente e chegue a acontecer, ela viva e passe o resto da vida dela em uma cadeira de rodas!!!? Ou deixamos ela da maneira (jeito) que esta? E ela vive pra sempre sendo portadora de Escoliose?!
Minha mãe naquele momento sendo muita sábia, falou ao Dr: Dr, prefiro eu depender sempre da minha filha, do que ela viver dependendo de mim, ou da boa vontade dos outros. Hoje agradeço muito à Deus, pela sábia decisão que minha mãe tomou. E desde 2014, estou na espera através do SUS, juntamente com o TFD (tratamento fora de domicílio) onde estou em uma fila, aguardando para ser operada (realização no Instituto INTO-Rio de Janeiro). E se chegar minha vez, claro que ficarei muito feliz. Mergulharei de cabeça (aliás, já são 4 anos de espera). Porém digo que agora em Janeiro, completarei 21 anos de muita superação, conquistas, história de amor e muitas bênçãos a contar. Frisando sempre minha GRATIDÃO à Deus! Pois somente Ele para me dar essa leveza, de encarar a vida da maneira que encaro. Tendo que me adaptar aos olhares indiferentes. À aprender muito com pessoas preconceituosas e de mente podre! Digo que tudo que passei (passo) me faz mais forte, me faz ver muito longe. Me faz saber que sou capaz, basta eu enxergar além do que posso ver 😍 Hoje sou extremamente FELIZ ❤ libero felicidade onde passo. (Já suportei muito preconceito) Ninguém precisa saber o que você passa por trás de um grande sorriso. Só libere alegria 🎉 Seja quem você é. Ser portadora de Escoliose não te faz menor que NINGUÉM. Ame-se … 😍😍😍😍😍😍
Aceite-se, lembre-se. A aceitação deve partir de você. Não se prive de viver!!! Aceitar o que não pode ser mudado, é viver o MELHOR DA VIDA 😍
Eu, Taís Sabino. Me recuso a afundar … ⚓❤
Sou portadora de Escoliose Congênita, siiiiiiim!!!!!! Sou literealmte apaixonada por mim ❤❤❤❤❤”.

AH MEU CORAÇÃO TAIS!! ❤

RECUSE-SE A AFUNDAR TAMBÉM, qualquer que seja a situação pela qual está passando!

Com amor,

Tete

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Larissa Oliveira

Ciao,

Hoje vou repostar uma foto e sua respectiva legenda postada pela Lari no seu Instagram. Ao ler essas palavras, não tive como não me emocionar e ao mesmo tempo ficar feliz. Feliz, porque é mais uma menina que vem enfrentando a escoliose da maneira mais linda e exemplar possível. Pra mim o que fica das palavras da Lari é: NUNCA DEIXE QUE OS OUTROS TE LIMITEM, TE DIMINUAM E TE DEIXEM TRISTE COM ATITUTES E PALAVRAS MÁS. Seja seguro de si, da sua luta, dos seus sonhos, ame a pessoa que você está se tornando a cada dia, ACEITE, SE ACEITE. Seguem as palavras da Larissa:

“Estou num processo longo e lento de aceitar meu corpo, mas hoje me deu vontade de assumir minhas curvas publicamente e aqui vou eu.
Ninguém disse que seria fácil viver com escoliose, também não me disseram que além de tolerar as dores teria que tolerar o bullying. Ouvir do médico que escoliose não tem cura é péssimo, mas ouvir dele que a cirurgia é a única maneira de corrigir a curvatura é mais assustador, sobre vc pensar que terá hastes e parafusos de titanium e uma certa limitação nos movimentos não é fácil. A escoliose é apenas uma luta diária de vários jovens, maioria mulheres e adolescentes. Nós costumamos ouvir comentários e cochichos de quem muitas vezes não tem conhecimento e não sabe o pq vc é “tortinha” ou de quem acha que sua dor na coluna é bobagem, e que não sabe que vc sente incômodo quando faz tarefas domésticas ou não aguenta pegar peso. É complicado quando até os profissionais que estudam a escoliose te olham com uma cara de espanto e dizem “caramba a coluna dela é um S”, às vezes a gente cansa de contar a história e de responder qual a causa da sua escoliose. É relativo cada caso é um caso. E não eu não carreguei muito peso quando criança, e também não cai e também não nasci assim. Essa curva é a marca da batalha diária que eu enfrento comigo mesma de me aceitar, de vestir um biquíni tranquilamente ou uma roupa justa. Com certeza não é fácil mas pra eu ter a coragem de postar esse desabafo e essa foto já vejo como um grande avanço. E hj eu só quero agradecer por apesar da escoliose eu ter uma saúde boa, uma família legal e a psicóloga por estar me ajudando tanto nesse processo de aceitação. Aprendi que aceitar os fatos é melhor do que lutar contra eles e as curvas são apenas lições!”.

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Não precisa falar mais nada né?! Larissa, obrigada do fundo do coração por permitir compartilhar sua história aqui, você é uma vencedora 💜

Com amor,

Tete

O que usar embaixo do colete?

Ciao,
Hoje vou falar sobre algo que não sei como não falei antes {falha nossa hahaha} mas vamos consertar esse deslize 😉:
Como já escrevi em alguns posts antes, temos que usar uma blusa embaixo do colete para não agredir a pele, mas a questão é saber escolher essa blusa para que ela possa nos auxiliar e não o contrário disso.
Logo que comecei usar o colete não tinha muita experiência em relação ao que vestir, então fui aprendendo pelo método mais antigo que existe, testando e testando mais e errando e acertando e errando de novo hahaha! Usava umas blusas que eram bem coladas no corpo mas que tinham costuras nas laterais e isso acabava machucando e deixando a lateral da barriga e das costelas toda marcada/vermelha. Depois comecei usar regatas com um tecido bem maleável, que adere bem ao corpo, e SEM costura {tá aí o segredo}. Para mim foi o que resolveu, uso até hoje! Seguem as fotos de duas:

Você pode variar a cor dependendo da roupa que está usando, fica bem fofinho ☺️

Espero ter ajudado!

Com amor,

Tete