O que usar embaixo do colete?

Ciao,
Hoje vou falar sobre algo que não sei como não falei antes {falha nossa hahaha} mas vamos consertar esse deslize 😉:
Como já escrevi em alguns posts antes, temos que usar uma blusa embaixo do colete para não agredir a pele, mas a questão é saber escolher essa blusa para que ela possa nos auxiliar e não o contrário disso.
Logo que comecei usar o colete não tinha muita experiência em relação ao que vestir, então fui aprendendo pelo método mais antigo que existe, testando e testando mais e errando e acertando e errando de novo hahaha! Usava umas blusas que eram bem coladas no corpo mas que tinham costuras nas laterais e isso acabava machucando e deixando a lateral da barriga e das costelas toda marcada/vermelha. Depois comecei usar regatas com um tecido bem maleável, que adere bem ao corpo, e SEM costura {tá aí o segredo}. Para mim foi o que resolveu, uso até hoje! Seguem as fotos de duas:

Você pode variar a cor dependendo da roupa que está usando, fica bem fofinho ☺️

Espero ter ajudado!

Com amor,

Tete

“Daquela dor só me restou a cicatriz”

Ciao,

Hoje vou falar de um projeto super bacana feito pela Gabriela Madeira. A Gabi, também tem um blog e uma página que visa apoiar e auxiliar as meninas e meninos com escoliose! Ela fez a cirurgia e como forma de mostrar o lado lindo dessa história, que muitas outras pessoa partilham, bolou camisetas super legais com a frase: “Daquela dor só me restou a cicatriz” as quais podem ser adquiridas pelo mercado livre.

Eu não fiz cirurgia, mas não podia deixar de apoiar essa iniciativa tão linda, assim como não poderia deixar de montar um look com colete né nonnn?! Hahah

Aquela combinação coringa de sempre: saia + blusa soltinha!

 

Com amor,

Tete

 

“Vista-se de si mesmo”

Ciao,

Look do dia no mood verão! Sim, essa estação apesar de ser a minha preferida, incomoda um pouco pois não é NADA fácil usar o colete quando faz 30ºC pra mais. Se sem o colete já é calor, imaginem tendo que usar uma blusa colada no seu corpo (usada pra não machucar a pele) e mais o colete… sim a gente sente muito calor. O segredo é optar pelas roupas mais leves possíveis.

Esse look do dia é meu xodó: O macacão é super fresquinho, portando não faz com que eu sinta mais calor ainda e o melhor: aparece meu colete {e sim, eu adoro quando isso acontece hehe}! Pra que ter vergonha né?! Vergonha de quê? Vergonha de quem? Esses dias li uma frase no Instagram que amei: “vista-se de você mesmo”, e é exatamente assim que penso, por isso que quando o colete aparece é como se eu estivesse colocando quem eu sou na roupa ❤
Seja feliz, seja você!

 

Com amor,

Tete

Helena Herdy

Ciao,

Preparados pra mais uma história exemplar de superação, aceitação e amor? A Helena escreveu com todo o carinho como foi/é a história dela com escoliose! Helena, já sou sua fã. Parabéns pelo exemplo e obrigada do fundo do coração por compartilhar essa trajetória. Com certeza ajudará muita gente ❤

“Me chamo Helena, tenho 14 anos
Em 2014 tive Púrpura de henoch shcolein e, na minha recuperação fiz uma ressonância e nela o técnico me disse que eu tinha um pequeno desvio na coluna.
O tempo passou, e, envolvida com o acompanhamento, Minha escoliose ia piorando. Em 2016 comecei a perceber que minha cintura estava assimétrica e sentir algumas dores na coluna. Procurei o médico, fiz um exame e foram constatados 18 graus. O médico disse que eu voltaria depois de um tempo e se tivesse com 21 ou 22 graus, usaria colete. O tempo passou e quando voltei estava com 35, porém ele disse que não havia mais nada a se fazer. Inconformadas, eu e minha mãe procuramos outro médico, esse me encaminhou para uma especialista em escoliose, que disse que eu deveria colocar o colete com urgência. Ela achou melhor eu usar o colete de milwaukee, que corrige cifose e escoliose, pois estava com alguns graus de cifose também. Mais tarde passarei para o colete apenas para corrigir escoliose. Usar colete não é fácil, devo admitir, no começo o colete incomoda demais, pra dormir é muito desconfortável. Tive que aceitar que as pessoas me olhariam diferente na rua, que eu não poderia fazer mais a coisa que eu mais gostava (dançar) , que eu teria que lidar com as pessoas me perguntando o tempo todo porque eu uso ” esse negócio no meu pescoço” , que as pessoas me definiriam como ” aquela menina que usa um negócio no pescoço” ou algo parecido, além de lidar com zoações de “amigos”. Na verdade, as vezes as pessoas julgam as outras sem saber exatamente pelo que elas passam. Nós devemos apenas aceitar e entender que o colete é a solução e não o problema.
Tudo tem um lado bom. Com o colete aprendi coisas que jamais imaginaria.
As vezes perco minha esperança e acho que não vai adiantar e nem melhorar, mas lembro que existem guerreixs que precisam ir diretamente pra cirurgia, enquanto eu tenho a oportunidade de usar colete. Agradeço muito a Deus por isso. Também agradeço por ter minha família, amigos e médicos me apoiando.
Hoje faço 1 mês com meu companheiro. Ter escoliose é um baita desafio que devemos encarar com muita paciência ( por mais difícil que seja).
É muito fácil nos entregarmos e ficarmos tristes e inconformados, basta escolhermos o modo mais difícil: nos levantarmos e erguermos a cabeça (no meu caso, literalmente! Hahah). Que todo nós guerreixs passamos nos ajudar e ter muita fé! Vai dar tudo certo”.

Fofa demais né?!

A escoliose entra na nossa vida pra nos ajudar a ver muitas coisas, uma delas é mostrar os verdadeiros amigos, as pessoas que SEMPRE nos apoiarão! Espero que a história da Helena tenha te inspirado tanto quanto me inspirou!

Com amor,

Tete

10 coletes, 10 recomeços

Ciao,

Como eu já falei aqui algumas vezes, desde o início do meu tratamento eu uso o colete. Agora estou no processo de retirada, usando em média 16 horas por dia. Usar o colete, é algo difícil de encarar para a maioria das pessoas com escoliose. Não, não vou fantasiar, é difícil sim a adapatação, vão surgir alguns machucadinhos, as roupas terão que ser adaptadas etc, mas como o próprio nome já diz, é uma adaptação e todos os desconfortos têm como ser amenizados. Você deve persistir, com a certeza que é para o seu melhor. Depois que essa fase de adaptação passar, o colete se torna parte de quem você é. Não encare ele como algo ruim, como seu inimigo.. o colete existe pra ajudar as suas curvinhas, e por mais que ele incomode, algumas vezes mais, outras vezes menos, ele é como aquele “não” de pai e mãe, só quer o seu bem.

Atualmente, estou usando o meu décimo colete, sim, você não leu errado, décimo colete {rs}. Sei que pode parecer estranho, mas tenho um amor e carinho enormes por cada um deles. Digo que são meus melhores amigos, com eles eu aprendi e amadureci muito. Eles são parte de quem eu sou, são parte da história que estou escrevendo e por isso merecem toda a minha gratidão.

Seguem as fotos em ordem cronológica dos coletes que eu usei:

 

Primeiro colete, 2012

 

Segundo colete, 2012

 

Terceiro colete, 2013

 

Quarto colete, 2013

 

Quinto colete, 2014

 

Sexto colete, 2014

 

Sétimo colete, 2015

 

Oitavo colete, 2015

 

Nono colete, 2016

 

Décimo colete, hoje.

Não tenham vergonha, não tenham medo, tenham ORGULHO. O colete é sua armadura de guerreirx. O colete é um aliado e não um inimigo!

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Com amor,

Tete

Tai Chi Chuan

Ciao,

Desde o início desse ano comecei a fazer uma nova atividade física: Tai Chi Chuan. Tem sido incrível pra mim, tanto como auxílio físico nessa fase de retirada do colete, como auxílio psicológico. É impressionante como saio da aula muito mais leve. Vejo melhoras na minha respiração como também na minha resistência muscular! Por enquanto faço apenas uma vez por semana, senão não dou conta de tudo não {hahaha}, mas a vontade era praticar essa arte todos os dias 😍.

É muito importante conversar com seu/sua medic@ ou fisioterapeuta antes. E o legal também é testar várias opções de atividade física, e encontrar alguma que, não só seja eficiente para seu corpo, mas que também te deixe bem e traga prazer. Ninguém merece fazer uma atividade física obrigad@ né!? Ao invés de acalmar vai estressar ainda mais hahaha.

Segue um texto que retirei do site da Sociedade Brasileira de Tai Chi Chuan {lugar que faço aula aqui em São Paulo}:

“Arte Marcial Chinesa Milenar que na atualidade, tem servido a todos como Sistema Integral de Saúde. Seu método de ensino se adapta e respeita a cada um de seus praticantes, sendo considerada uma atividade física de baixo impacto. Pode ser praticada por pessoas de todas as idades sem restrições!

Os benefícios da prática do Tai Chi Chuan são inúmeros, fortalece o Sistema Esquelético, Muscular, ativa o Sistema Circulatório, Endócrino, colabora na produção de endorfinas acalmando e dando alegria a seus praticantes!

O Tai Chi Chuan quando bem ensinado, abrange também um processo de desenvolvimento dos melhores potenciais de cada um de nós. Incentiva a calma mental, o equilíbrio emocional e o bom relacionamento entre as pessoas”.

Demais né?! Espero que gostem, e, assim que sobrar um tempo, vou tentar fazer um vídeo para demonstrar melhor 😉

Com amor,

Tete

Participação no programa Super Bonita – GNT

Ciao,
Como eu já divulguei no meu Instagram e na página do facebook, fiz uma entrevista para o programa superbonita do canal gnt, com a musa master Karol Conka!
O tema do episódio era postura, e além desse assunto e sobre a minha experiência com escoliose abordamos vários outros, como beleza, bem estar, dicas e também fiz junto com o grupo de tai chi do qual participo alguns movimentos que praticamos em aula! Foi muito especial ter essa oportunidade e receber o feedback positivo e cheio de amor das pessoas que assistiram o programa! Sem dúvidas um dos dias mais felizes da minha vida ❤️
Um presente poder participar de um programa tão lindo, que respeita e apoia a diversidade. O episódio está disponível no gnt play!

Segue algumas fotos tiradas da televisão {por isso a definição ruim hehe}!

E que venham outras oportunidades para colocar em foco um assunto tão nobre: ESCOLIOSE e tudo que ela envolve, física e psicologicamente 💖

Com amor,

Tete

 

Espirometria, o que é?

Ciao,

O assunto de hoje é mega importante, e aproveitando o curso que será dado sobre o assunto nos dias 30 de Setembro e 1 de outubro de 2017 no Rio de Janeiro pelo  Dr Jose Rocha Cunha e pela Dra. Patricia Mentges {dois profissionais incríveis que fazem parte do time do Instituto Projeto Escoliose Brasil}, resolvi escrever essa informação tão importante aqui no blog também.

Pegando como referência o texto postado pelo Instituto Projeto Escoliose no instagram “espirometria trata-se um exame simples, não invasivo, que avalia a função mecânica ventilatória. É um teste muito utilizado na prática clínica em diversas frentes, a saber: pré-operatório de cirurgia cardíaca, torácica, abdominal, cirurgia bariátrica, acompanhamento regular em atletas das diversas modalidades, como acompanhamento de profissões que envolvam repercussão ventilatória, em medicina do trabalho como exame admissional, diagnóstico de comprometimento restritivo, obstrutivo e misto da função ventilatória e como acompanhamento regular do efeito de medicamentos broncodilatadores no paciente obstrutivo e misto. De forma fundamental, também é indicado na avaliação do comprometimento ventilatório na escoliose, com ou sem presença de quadro respiratório concomitante, como por exemplo, asma, mucoviscidose, bronquite crônica, enfisema etc. Em relação à escoliose, a espirometria é mandatória no início do tratamento, durante e na fase de manutenção ou alta fisioterápica. É uma avaliação importante, não só para quantificar o grau de restrição e/ou obstrução, como também, para orientar procedimentos respiratórios durante o tratamento cinesiológico. Por se tratar de um teste não invasivo e que avalia função mecânica, está muito bem indicado para o fisioterapeuta comandar o exame, pois é o profissional apto a investigar possíveis alterações e efetuar procedimentos fisioterapêuticos baseados na espirometria. De forma crescente, são os fisioterapeutas que realizam a prova e, cada vez mais as seguradoras de saúde estão reconhecendo essa função. Infelizmente, o número de profissionais que estão inseridos nessa proposta ainda é reduzido.”

Esse post é mais uma tentativa de ir levando a informação correta sobre a escoliose adiante! Espero muito poder ajudar!

Com amor,

Tete

 

Livro “A menina da coluna torta”

Ciao,
Hoje vou falar sobre um livro que foi muito importante na minha trajetória e definiu parte dela. Logo quando descobrimos minha escoliose, meu pai começou a procurar e pesquisar na internet sobre o assunto, e foi quando ele encontrou o livro da Julia Barroso. Lembro que ele leu em uma tarde de tanto que ele gostou e se emocionou. Foi através desse livro que descobrimos o Instituto Projeto Escoliose Brasil, local onde eu faço meu tratamento e é de suma importância para minha escoliose. Na época foi, para mim, um amparo, como se eu não me sentisse sozinha e soubesse que era possível enfrentar tudo que viria pela frente, mesmo que essa trajetória parecesse meia incerta e confusa na época.
Viu como um livro e a leitura nos ajudam em muitos aspectos?! ❤
Retirei do site do livro um resumo feito pela autora:

“O livro “A menina da coluna torta” é uma história real. A minha história. Nele conto a experiência que tive com um grave desvio de coluna (escoliose) na adolescência, o uso do colete de Milwaukee e a operação. Além disso, falo das minhas viagens, paqueras, relação com os pais, abortos e outras coisas mais! É o relato sobre minhas dificuldades e superações. Com ele espero ajudar pessoas que atualmente se encontram na mesma situação que um dia estive e conquistar aqueles que querem apenas ler sobre uma história de vida. O livro conta ainda com depoimentos de pessoas que têm o mesmo problema e citações de profissionais da área sobre o assunto. Contamos ainda com dicas de moda da Patricia Veiga para quem precisa usar o colete ortopédico. Espero que gostem!” (http://www.juliabarroso.com.br/p/o-livro.html)

No próprio site há um link que direciona aos lugares de venda do livro. Vou deixá-lo aqui também: http://www.juliabarroso.com.br/p/basta-clicar-no-icone-da-livraria.html 
Só me resta agradecer à Julia por ter compartilhado a sua história de extrema superação e força e ao meu pai, que no meio daquela situação totalmente nova e desafiadora encontrou algo como esse livro para orientar o caminho do meu tratamento.
Se somos pessoas de bem, o bem vem até nós, nunca esqueçam disso.
(Fonte: http://www.juliabarroso.com.br/p/o-livro.html)
Com amor,
Tete

Débora Santos

Ciao,

O depoimento desse post é para ter como exemplo sempre! Tão lindo ver uma atitude de coragem como essa da Debora e mais lindo ainda o fato de ela ter compartilhado essa experiência incrível e essa perspesctiva tão madura a respeito da escoliose. Você é incrível Débora! Segue o texto que ela postou em um grupo do Facebook e autorizou o compartilhamento aqui também:

“Sim! Fui com esse vestido no casamento do meu irmão
Sim! Fui madrinha e fiquei próxima aos noivos na frente de 300 pessoas
Sim!!! Tenho escoliose!!! 55° na torácica e 37° na lombar
Resolvi escrever devido a alguns depoimentos de baixa auto estima que já me deparei aqui e mães desesperadas, talvez ajude alguém. Nós, portadores, sabemos como é difícil aceitar algo que não sabemos de onde veio, não existe cura e nos deforma. Ainda temos que lidar com muitas informações erradas a respeito e sentimento de pena. E a pergunta mais discreta e mais comum que ouvimos é: Você sente dor ? E nessa hora penso será que sou tão torta a ponto de alguém preocupar com minha dor? Torta é uma palavra que não sabia lidar, não queria ouvir e ficava muito triste quando ouvia ou até quando eu pensava. Também não olhava para radiografia. Convivo com minha escoliose há 16 anos e grande parte desse tempo não aceitava bem, a minha solução foi esquecer, por muito tempo, apesar do grau elevado, nunca sentir dor então foi mais fácil esquecer, mas não é a melhor maneira de lidar. Hoje, lembro todos os dias e aceito minha condição. Hoje, não tenho vergonha de falar, não escondo e a palavra torta não me assusta mais. Afinal, ficar triste, com baixo auto estima, se esconder não vai curar minha escoliose. Nossa felicidade não pode se resumir a isso. Sei que na adolescência é mais difícil aceitar. Descobri a minha com 13 anos e já estava passando por muitas mudanças, mas sobrevivi a essa fase e Mães, pelo amor de Deus, não piore mais a situação. Não saem espalhando a notícia de que seu filho ou sua filha tem escoliose para a cidade inteira. Não fique dizendo para ele o quanto está preocupada. Foi minha mãe que avisou para meu namorado que tenho escoliose, não que ele não havia reparado, mas eu ainda não estava a vontade para contar. Fora todos da família e pessoas desconhecidas que ela contava. Sala de espera do ortopedista, era como dar doce para criança. Por isso Mães, sei como é difícil também para vocês. Mas deixem que seu filho ou filha diga que tem escoliose para quem e quando ele quiser contar. Quanto ao tratamento, vou relatar a MINHA experiência nesses 16 anos, lembrando que não sou médica. Também pode ajudar, afinal tive muita informação errada por parte dos médicos. Fisioterapia comum não resolve, RPG é excelente para postura mas não para a escoliose, não tem que esperar para ver se aumenta a escoliose ou não para definir um tratamento, o Grau da escoliose continua SIM aumentando mesmo quando paramos de crescer (pesquisas relatam até 1° grau cobb por ano), no meu caso descobri quando tinha 22° na toracica hoje tenho 55° e cirurgia não é a única solução. Quanto a cirurgia, segundo os médicos e a litetatura científica, quem tem acima de 50° precisa de cirurgia para correção, pois o Grau continua aumento e pode comprometer orgãos. Mas isso é só um número, cada caso é diferente. Eu não possuo comprometimento pulmonar nem dor, mas para o neurocirurgião e para 2 ortopedistas eu não tinha escolha a não ser cirurgia. Ainda precisava decidir logo pois já tenho 29 anos e quanto antes melhor. Eles estavam esperando somente meu ok, o plano iria aprovar, mas eu não queria me prender a 2 haste e 20 e poucos parafusos. Não sou contra cirurgia. Ainda bem que temos esse recurso e espero que a medicina continue evoluindo para que a cirurgia possa ser mais tranquila e segura. Acredito que deve ser o último recurso. Mas vejo uma certa banalização, muitos médicos indicando e até quem não precisa querendo fazer. Só que colocar duas haste de titânio não trata a escoliose, só segura para a coluna não continuar entortanto e melhora a estética porque fixa a haste para que fique mais alinhada possível, mas ela ainda está aí com você. Atualmente, estou em um tratamento de fisioterapia especializada em escoliose, o SEAS, estou a 5 meses e o objetivo é colocar a minha no eixo para compensar e não progredir. Mas prefiro relatar esse tratamento quando tiver mais dados. Enfim, escolha um tratamento efetivo que faça você se sentir bem e não fique só com opinião de médico, corra atrás e busque informação. Nós, portadores, temos que ser os nossos melhores especialistas. Temos o dever de conscientizar e trabalhar para um diagnóstico precoce. E não deixe que a escoliose te enfraqueça, faça com que ela te fortaleça!!! Senti vontade de escrever, talvez tenha alguém que precise ler.”

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Incrível né?!

Que possa te inspirar tanto quanto me inspirou!

Com amor,

Tete

Conversa no Colégio La Salle

Ciao,

Post um pouco atrasado, mas daqueles que enchem o coração de alegria. Semana passada retornei à escola que estudei desde sempre para falar sobre uma iniciativa e causa tão importante: a Detecção Precoce da Escoliose. Agora o Colégio La Salle Xanxerê estará realizando o Teste de Adams nos alunos dos Ensinos Fundamental e Médio! Foi exemplar a forma como foi abordado pelo colégio todo esse assunto. Os alunos tiveram palestras explicativas sobre a escoliose, tanto do ponto de vista físico como também do psicológico. Dessa forma, o teste fará sentido e mais importância para eles.

 

Atitudes assim encorajam e incentivam cada vez mais à seguir nessa luta de conscientização no nosso país! E podem ter certeza, é só o começo!

Com amor,

Tete

Long skirt “bee” like

Ciao,

Montei esse look do dia praticamente todo azul. Essa saia tem duas fendas laterais e uma estampa de abelha super fofinha, me senti super confortável para usá-la com o colete. Como sempre falo, saia é um coringa e tanto para nós.

O colar e a pulseira, com essas flores pintadas num espelho, ajudaram a deixar a composição mais romântica!

Espero que gostem,

Com amor,

Tete

Mamma’s

Ciao,

Sim, eu sempre assalto o guarda-roupa da minha mãe e acho várias coisas diferentes, esse casaco de lã de 22 anos atrás é um exemplo disso. Bem grandão, super confortável, quentinho e com uma estampa e “botões”/ganchinhos que são uma delicadeza só.

Esse modelo de saia é ótimo, consigo usar tanto com como sem o colete, pois o tecido tem uma elasticidade que se adapta bem às duas situações. Usei uma blusa cinza clara embaixo para dar um contraste já que o resto do look tem peças de cores escuras.

Espero que gostem!

Com amor,

Tete

Direitos e Deveres

Ciao,

Todo cidadão, para poder cumprir a sua função como tal, deve ter bem ciente quais são seus direitos e deveres. Para quem tem escoliose, surge uma série de dúvidas quanto à isso, como por exemplo em relação à vagas especias em concursos públicos {devem ser reservados de 5% a 20% para portadores de necessidades especiais}, descontos na compra de automóveis etc. Pensando nisso e atendendo ao questionamento de algumas pessoas conversei com minha prima Charlotte que é advogada e que então me sugeriu algumas pesquisas.

Copiando uma parte do decreto 3.298/99 temos que:

 

“CAPÍTULO I

Das Disposições Gerais

Art. 1o  A Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência compreende o conjunto de orientações normativas que objetivam assegurar o pleno exercício dos direitos individuais e sociais das pessoas portadoras de deficiência.

Art. 2o  Cabe aos órgãos e às entidades do Poder Público assegurar à pessoa portadora de deficiência o pleno exercício de seus direitos básicos, inclusive dos direitos à educação, à saúde, ao trabalho, ao desporto, ao turismo, ao lazer, à previdência social, à assistência social, ao transporte, à edificação pública, à habitação, à cultura, ao amparo à infância e à maternidade, e de outros que, decorrentes da Constituição e das leis, propiciem seu bem-estar pessoal, social e econômico.

Art. 3o  Para os efeitos deste Decreto, considera-se:

I – deficiência – toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano;

II – deficiência permanente – aquela que ocorreu ou se estabilizou durante um período de tempo suficiente para não permitir recuperação ou ter probabilidade de que se altere, apesar de novos tratamentos; e

III – incapacidade – uma redução efetiva e acentuada da capacidade de integração social, com necessidade de equipamentos, adaptações, meios ou recursos especiais para que a pessoa portadora de deficiência possa receber ou transmitir informações necessárias ao seu bem-estar pessoal e ao desempenho de função ou atividade a ser exercida.

Art. 4o  É considerada pessoa portadora de deficiência a que se enquadra nas seguintes categorias:

I – deficiência física – alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções;

II – deficiência auditiva – perda parcial ou total das possibilidades auditivas sonoras, variando de graus e níveis na forma seguinte:

  1. a) de 25 a 40 decibéis (db) – surdez leve;
  2. b) de 41 a 55 db – surdez moderada;
  3. c) de 56 a 70 db – surdez acentuada;
  4. d) de 71 a 90 db – surdez severa;
  5. e) acima de 91 db – surdez profunda; e
  6. f) anacusia;

III – deficiência visual – acuidade visual igual ou menor que 20/200 no melhor olho, após a melhor correção, ou campo visual inferior a 20º (tabela de Snellen), ou ocorrência simultânea de ambas as situações;

I – deficiência física – alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções;   (Redação dada pelo Decreto nº 5.296, de 2004)

II – deficiência auditiva – perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas freqüências de 500HZ, 1.000HZ, 2.000Hz e 3.000Hz;   (Redação dada pelo Decreto nº 5.296, de 2004)

III – deficiência visual – cegueira, na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; a baixa visão, que significa acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60o; ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores;   (Redação dada pelo Decreto nº 5.296, de 2004)

IV – deficiência mental – funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como:

  1. a) comunicação;
  2. b) cuidado pessoal;
  3. c) habilidades sociais;
  4. d) utilização da comunidade;
  5. d) utilização dos recursos da comunidade; (Redação dada pelo Decreto nº 5.296, de 2004)
  6. e) saúde e segurança;
  7. f) habilidades acadêmicas;
  8. g) lazer; e
  9. h) trabalho;

V – deficiência múltipla – associação de duas ou mais deficiências.”

Resumindo, a pessoa que tem escoliose pode enquadrar-se como portadora de necessidades especiais desde que a escoliose comprometa funções físicas, sendo esse comprometimento avaliado e comprovado por um profissional capacitado. Se assim for, a pessoa terá o direito de possuir o que é especificado no Estatuto da Pessoa com Deficiência, dentro é claro da sua situação em particular {só clicar nas palavras em azul que direciona para o documento}.

Espero ter ajudado,

Com amor,

Tete

 

 

 

 

 

Squirrel necklace

Ciao,

Estou aproveitando esses últimos dias de férias para montar vários looks e postar por aqui. Esse segue o combo de sempre e que super funciona com o colete para os dias mais frios: meia calça + blusão + saia. Essa saia jeans rasgada dá um ar mais descontraído. Outro detalhe legal é o fato de ela ser mais comprida atrás.

Fiz um coque porque meu cabelo acordou de mal com a vida e o jeito de ajeitá-lo era só dessa forma mesmo hahaha.

 

Espero que gostem!

Com amor,

Tete

Lei nº 2411/2017

Ciao,

Sim, vocês já leram um título semelhante a esse e siiiiiim mais uma lei aprovada que visa a Detecção Precoce da Escoliose com base na triagem escolar e no Teste de Adams.

A cidade que está dando o exemplo agora é Faxinal Dos Guedes – SC, que através do vereador Lucas Ramilo, agora também conta com essa lei que irá beneficiar muitas pessoas. Segue um trecho do documento: “Art 1º Fica instituído, no âmbito do município de Faxinal dos Guedes, o Programa de Detecção Precoce de Escoliose para os alunos da rede municipal de ensino.”

É tanta felicidade ver que, aos poucos, essa rede de conscientização vai ficando cada vez maior e mais importante. Muito muito obrigada, em nome dos que estão nessa batalha, à todxs que tornaram isso possível! E vamos trabalhando sempre mais para essas ações do bem se multiplicarem!

Com amor,

Tete

 

 

V Encontro Da Escoliose

Ciao,

Sábado passado {dia 24} foi o dia Internacional de Conscientização da Escoliose e foi também o dia do V Encontro da Escoliose no Rio de Janeiro. Foi incrível e emocionante como sempre. O evento contou com as palavras do Dr. Leonardo Grandi {médico fisiatra} falando sobre pesquisas a respeito do uso do colete, Dr. Messias Fernandes de Oliveira {psicólogo} falando sobre psicologia no manejo de problemas e também o Dr. José Rocha Cunha, um grande nome da fisioterapia que falou sobre a espirometria e além disso falou uma frase que para mim foi a que marcou esse encontro: “Não devemos tratar a escoliose da pessoa, devemos tratar a pessoa com escoliose”. Existem palavras mais verdadeiras que essas?! O tratamento deve levar em conta o conjunto de fatores que estão junto com a escoliose, sendo o emocional e a história de vida de cada um, elementos que pesam muuuito na balança e fazem uma super diferença. Já a Dra. Patricia, bom, nem preciso falar que ela sempre arrasa hahah tenho muito orgulho e gratidão em fazer meu tratamento com uma pessoa tão maravilhosa quanto ela, que vem conquistando muito reconhecimento tanto nacional como internacional. Tivemos também o prazer de receber os “Sapinhos da Esperança” {sapinhos em dobradura} da Erica Felix, a pessoa com o maior coração desse mundo. Também teve sorteio de alguns presentes, entre eles, livros. O mais legal é que os sorteados não viam a capa dos livros, mas sim apenas um resumo que estava grampeado no papel que os envolviam. Uma ideia incrível do Kleber Prates que foi quem proporcionou tais livros. Eu também tive a oportunidade de participar e falei sobre como a lei de detecção precoce da escoliose, aprovada em Xanxerê, tem inspirado outras cidades e na felicidade e importância disso {❤}. Também falei sobre o projeto desenvolvido durante o mês de Junho, que foi o vídeo com várixs guerreirxs da escoliose contando um pouco da sua batalha {link do YouTube aqui}. Com a frase “Ame Suas Curvas” eu procurei mostrar que aceitando, cuidando, respeitando e amando a escoliose todo o tratamento, os momentos difíceis e as horas de tristeza ficam beeem mais leves e fáceis de serem encaradas.

Toda essa mensagem conseguiu ser transmitida através da arte super delicada e alegre desenvolvida pela minha “prirmã” e designer Bianca Vicini Bonotto. Essa arte circulou pelo Facebook de muitas pessoas como também pelos muros da Avenida Paulista e da faculdade em que estudo!

Só gratidão e alegria é o que eu posso sentir e ter por esse mês de Junho 💚

Com amor,

Tete

Day off

Ciao,
Eu sei que parece estranho, mas no look de hoje eu não estou usando o colete! E sabe por quê?! Porque tirar dias de folga é mais do que necessário, mesmo você não estando no processo de retirada do colete como eu. Quem usa colete sabe que muitas vezes abrimos mão de comprar uma roupa que achamos bonita porque realmente não tem como usar com o colete. Eu lembro que por muitas vezes, no início do tratamento, eu ficava muito triste, mas aí eu me dei conta que eu poderia me dar o direito de tirar um dia de folga pra ficar um tempo sem colete e usar a roupa que eu quisesse, e me sentir de certa forma mais livre. Esses “days off” me davam um incentivo a mais para continuar. É a mesma coisa que dar uma pausa nos estudos durante meia hora, você volta a estudar com muuuito mais concentração e foco. Com o tratamento e uso do colete não é diferente. É claro que esses dias de folga eram beeem espaçados mas pra mim já eram mais do que suficientes! Pra ser bem sincera, quando ficava sem o colete essas horinhas eu sentia muita falta dele. {sim, me chamem de louca mas usar colete pra mim é ótimo hahahah}. Portanto a moral é: não se cobre e permita-se tirar férias da obrigação de vez em quando, mas com moderação e consciência.
Sobre a roupa: calça flaire e blusa de lã porque inverno já começou dar o ar da graça!

Espero ter ajudado!

Com amor,

Tete

 

Basic mood

Ciao,
Depois de muuuuuuuito tempo sem postar look do dia: here it is hahaha! A composição que eu escolhi pra hoje foi em função da temperatura do dia, nem tão frio e bem longe de estar calor, por isso combinei essa jaqueta jeans toda forrada com uma camiseta mais fresquinha. A jaqueta, por ser maior e mais larga é um bom truque pra quem quer disfarçar o colete. A calça jeans skinny e rasgada já virou um coringa e essa em especial é mega confortável para usar com colete porque ela tem stretch, então uma dica é: sempre prefira as calças jeans que tenham essa elasticidade, pois proporcionam um conforto bem maior quando estamos usando colete. O tênis, principalmente desse modelo, é bem versátil, uso tanto pra praticar alguma atividade física, como com algo casual.
A bolsa deu uma vida para a composição  que tinha apenas duas cores: o cinza e o azul. A trança bagunçada é um penteado que sempre faço e da um efeito super bacana!

Espero que gostem,

Com amor,

Tete

 

 

Fernanda Pacífico

Ciao,

Mais uma lição de vida hoje!! A história da Nanda é um exemplo de como conviver e aceitar a escoliose de forma tranquila, sem estresse e sem complicações mas sim com muito amor e força de vontade!

“Descobri a escoliose com 13 anos quando minha tia me observou de biquíni e sugeriu a minha mãe um ortopedista. Foi detectado uma escoliose idiopática de 40 graus e que poderia usar colete para tentar manter a curvatura, porém o médico não me deu muitas esperanças sobre melhoras, pelo contrário disse que sem a cirurgia eu teria dificuldades de andar, respirar e teria muitas dores. Usei dois anos de colete (TLSO). Devido o meu crescimento meu grau aumentou para 50 graus, mas já atingi o crescimento ósseo e esse grau está estabilizado.
Passei por vários médicos que quiseram me operar, mas a cirurgia passou a não se tornar uma possibilidade e optei por vários tratamentos alternativos: natação, pilates, RPG, osteopatia, acupuntura, hidroterapia e fisioterapia. O grau da escoliose permanece o mesmo, porém minha postura foi totalmente modificada a ponto de não expressar esse desvio tão alto.
Hoje com 23 posso afirmar que vivo muito bem, sem dores, ando normalmente, respiro normal e faço de tudo, às vezes com alguma limitação, mas já tentei até me arriscar no surf, skt e slackline, e tenho uma vida normal (confesso que tenho vontade de voltar ao primeiro médico dizer tudo que faço hoje).
O maior conselho que posso dar é: usem o colete e procurem um tratamento alternativo especializado. Infelizmente não fui bem orientada na época do colete e não fiz tratamentos nessa época, mas já obtive resultados muito satisfatórios. Claro que existem pessoas que vão necessitar de fato da cirurgia… porém acredito que há muitos casos que é possível sim viver com a escoliose.
Minha decisão por optar em viver com escoliose foi reforçada quando um médico me disse que não operaria sua filha se ela estivesse a minha escoliose, mesmo ganhando dinheiro com isso. Saibam conviver com as dificuldades…
Conheci a Teresa do blog através do Instagram, ela com uma foto de vestido costas nuas e achei aquele ato corajoso e inspirador! Um exemplo! Através de conversas pude ouvir uma linda lição de superação e espero ser uma lição pra vocês também. Existem americanas com escoliose sendo musas fitness, mulheres com escoliose praticando yoga e tendo resultados ótimos. Busquem a inspiração de vocês, procurem sempre o melhor juntamente com um profissional especializado e tenham orgulho das suas curvas!”

D E M A I S! Nanda, você é um exemplo pra mim também! “Tenham orgulho das suas curvas”! Muuuito obrigada por compartilhar essa experiência linda!

Com amor,

Tete