Canal Do YouTube

Ciao,

Final de Junho, como forma de dar um grand finale ao Mês de Conscientização da Escoliose eu lancei meu canal do YouTube com um vídeo mega especial e emocionante. Entrei em contato com guerreiros da escoliose de diversas partes do país, cada qual com uma história de vida incrível e exemplar, guerreiros que AMAM SUAS CURVAS.

Esse vídeo serve como uma reflexão para cada um de nós, reflexão sobre como ás vezes nos queixamos por motivos tão irrelevantes. reflexão sobre a atual situação da saúde pública no país, reflexão e, de certa forma, uma provocação, sobre o que cada um pode fazer para poder mudar para melhor essa situação!!

O intuito com o meu canal é propagar várias informações sobre a escoliose, informações essas de fontes confiáveis para propagar realmente uma conscientização e um maior entendimento sobre o assunto. Tratarei sim de outros temas mas com foco na escoliose SEMPRE.

O link para o primeiro vídeo está aqui.

Espero muuuuuito que gostem!

Com amor,

Tete

Mamma’s

Ciao,

Sim, eu sempre assalto o guarda-roupa da minha mãe e acho várias coisas diferentes, esse casaco de lã de 22 anos atrás é um exemplo disso. Bem grandão, super confortável, quentinho e com uma estampa e “botões”/ganchinhos que são uma delicadeza só.

Esse modelo de saia é ótimo, consigo usar tanto com como sem o colete, pois o tecido tem uma elasticidade que se adapta bem às duas situações. Usei uma blusa cinza clara embaixo para dar um contraste já que o resto do look tem peças de cores escuras.

Espero que gostem!

Com amor,

Tete

Direitos e Deveres

Ciao,

Todo cidadão, para poder cumprir a sua função como tal, deve ter bem ciente quais são seus direitos e deveres. Para quem tem escoliose, surge uma série de dúvidas quanto à isso, como por exemplo em relação à vagas especias em concursos públicos {devem ser reservados de 5% a 20% para portadores de necessidades especiais}, descontos na compra de automóveis etc. Pensando nisso e atendendo ao questionamento de algumas pessoas conversei com minha prima Charlotte que é advogada e que então me sugeriu algumas pesquisas.

Copiando uma parte do decreto 3.298/99 temos que:

 

“CAPÍTULO I

Das Disposições Gerais

Art. 1o  A Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência compreende o conjunto de orientações normativas que objetivam assegurar o pleno exercício dos direitos individuais e sociais das pessoas portadoras de deficiência.

Art. 2o  Cabe aos órgãos e às entidades do Poder Público assegurar à pessoa portadora de deficiência o pleno exercício de seus direitos básicos, inclusive dos direitos à educação, à saúde, ao trabalho, ao desporto, ao turismo, ao lazer, à previdência social, à assistência social, ao transporte, à edificação pública, à habitação, à cultura, ao amparo à infância e à maternidade, e de outros que, decorrentes da Constituição e das leis, propiciem seu bem-estar pessoal, social e econômico.

Art. 3o  Para os efeitos deste Decreto, considera-se:

I – deficiência – toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano;

II – deficiência permanente – aquela que ocorreu ou se estabilizou durante um período de tempo suficiente para não permitir recuperação ou ter probabilidade de que se altere, apesar de novos tratamentos; e

III – incapacidade – uma redução efetiva e acentuada da capacidade de integração social, com necessidade de equipamentos, adaptações, meios ou recursos especiais para que a pessoa portadora de deficiência possa receber ou transmitir informações necessárias ao seu bem-estar pessoal e ao desempenho de função ou atividade a ser exercida.

Art. 4o  É considerada pessoa portadora de deficiência a que se enquadra nas seguintes categorias:

I – deficiência física – alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções;

II – deficiência auditiva – perda parcial ou total das possibilidades auditivas sonoras, variando de graus e níveis na forma seguinte:

  1. a) de 25 a 40 decibéis (db) – surdez leve;
  2. b) de 41 a 55 db – surdez moderada;
  3. c) de 56 a 70 db – surdez acentuada;
  4. d) de 71 a 90 db – surdez severa;
  5. e) acima de 91 db – surdez profunda; e
  6. f) anacusia;

III – deficiência visual – acuidade visual igual ou menor que 20/200 no melhor olho, após a melhor correção, ou campo visual inferior a 20º (tabela de Snellen), ou ocorrência simultânea de ambas as situações;

I – deficiência física – alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções;   (Redação dada pelo Decreto nº 5.296, de 2004)

II – deficiência auditiva – perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas freqüências de 500HZ, 1.000HZ, 2.000Hz e 3.000Hz;   (Redação dada pelo Decreto nº 5.296, de 2004)

III – deficiência visual – cegueira, na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; a baixa visão, que significa acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60o; ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores;   (Redação dada pelo Decreto nº 5.296, de 2004)

IV – deficiência mental – funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como:

  1. a) comunicação;
  2. b) cuidado pessoal;
  3. c) habilidades sociais;
  4. d) utilização da comunidade;
  5. d) utilização dos recursos da comunidade; (Redação dada pelo Decreto nº 5.296, de 2004)
  6. e) saúde e segurança;
  7. f) habilidades acadêmicas;
  8. g) lazer; e
  9. h) trabalho;

V – deficiência múltipla – associação de duas ou mais deficiências.”

Resumindo, a pessoa que tem escoliose pode enquadrar-se como portadora de necessidades especiais desde que a escoliose comprometa funções físicas, sendo esse comprometimento avaliado e comprovado por um profissional capacitado. Se assim for, a pessoa terá o direito de possuir o que é especificado no Estatuto da Pessoa com Deficiência, dentro é claro da sua situação em particular {só clicar nas palavras em azul que direciona para o documento}.

Espero ter ajudado,

Com amor,

Tete

 

 

 

 

 

Squirrel necklace

Ciao,

Estou aproveitando esses últimos dias de férias para montar vários looks e postar por aqui. Esse segue o combo de sempre e que super funciona com o colete para os dias mais frios: meia calça + blusão + saia. Essa saia jeans rasgada dá um ar mais descontraído. Outro detalhe legal é o fato de ela ser mais comprida atrás.

Fiz um coque porque meu cabelo acordou de mal com a vida e o jeito de ajeitá-lo era só dessa forma mesmo hahaha.

 

Espero que gostem!

Com amor,

Tete

Skirt lover

Ciao,

Pelo título já deu pra perceber que to amando usar saias ultimamente, em especial as mais compridas. Me sinto super confortável com o colete e também me sinto bem “Tete” hahaha.

Quanto ao look com colete: blusa bem largona, as always. O calçado eu to amando muito porque eu nunca me acostumei a usar salto no dia-a-dia, mas esse modelo, além de ser mais informal é super confortável tanto para os pés como para a coluna. {sempre prefiram saltos mais grossos pois eles não exigem tanto das costas}.

Espero que gostem,

with love,

Tete

Lei nº 2411/2017

Ciao,

Sim, vocês já leram um título semelhante a esse e siiiiiim mais uma lei aprovada que visa a Detecção Precoce da Escoliose com base na triagem escolar e no Teste de Adams.

A cidade que está dando o exemplo agora é Faxinal Dos Guedes – SC, que através do vereador Lucas Ramilo, agora também conta com essa lei que irá beneficiar muitas pessoas. Segue um trecho do documento: “Art 1º Fica instituído, no âmbito do município de Faxinal dos Guedes, o Programa de Detecção Precoce de Escoliose para os alunos da rede municipal de ensino.”

É tanta felicidade ver que, aos poucos, essa rede de conscientização vai ficando cada vez maior e mais importante. Muito muito obrigada, em nome dos que estão nessa batalha, à todxs que tornaram isso possível! E vamos trabalhando sempre mais para essas ações do bem se multiplicarem!

Com amor,

Tete

 

 

V Encontro Da Escoliose

Ciao,

Sábado passado {dia 24} foi o dia Internacional de Conscientização da Escoliose e foi também o dia do V Encontro da Escoliose no Rio de Janeiro. Foi incrível e emocionante como sempre. O evento contou com as palavras do Dr. Leonardo Grandi {médico fisiatra} falando sobre pesquisas a respeito do uso do colete, Dr. Messias Fernandes de Oliveira {psicólogo} falando sobre psicologia no manejo de problemas e também o Dr. José Rocha Cunha, um grande nome da fisioterapia que falou sobre a espirometria e além disso falou uma frase que para mim foi a que marcou esse encontro: “Não devemos tratar a escoliose da pessoa, devemos tratar a pessoa com escoliose”. Existem palavras mais verdadeiras que essas?! O tratamento deve levar em conta o conjunto de fatores que estão junto com a escoliose, sendo o emocional e a história de vida de cada um, elementos que pesam muuuito na balança e fazem uma super diferença. Já a Dra. Patricia, bom, nem preciso falar que ela sempre arrasa hahah tenho muito orgulho e gratidão em fazer meu tratamento com uma pessoa tão maravilhosa quanto ela, que vem conquistando muito reconhecimento tanto nacional como internacional. Tivemos também o prazer de receber os “Sapinhos da Esperança” {sapinhos em dobradura} da Erica Felix, a pessoa com o maior coração desse mundo. Também teve sorteio de alguns presentes, entre eles, livros. O mais legal é que os sorteados não viam a capa dos livros, mas sim apenas um resumo que estava grampeado no papel que os envolviam. Uma ideia incrível do Kleber Prates que foi quem proporcionou tais livros. Eu também tive a oportunidade de participar e falei sobre como a lei de detecção precoce da escoliose, aprovada em Xanxerê, tem inspirado outras cidades e na felicidade e importância disso {❤}. Também falei sobre o projeto desenvolvido durante o mês de Junho, que foi o vídeo com várixs guerreirxs da escoliose contando um pouco da sua batalha {link do YouTube aqui}. Com a frase “Ame Suas Curvas” eu procurei mostrar que aceitando, cuidando, respeitando e amando a escoliose todo o tratamento, os momentos difíceis e as horas de tristeza ficam beeem mais leves e fáceis de serem encaradas.

Toda essa mensagem conseguiu ser transmitida através da arte super delicada e alegre desenvolvida pela minha “prirmã” e designer Bianca Vicini Bonotto. Essa arte circulou pelo Facebook de muitas pessoas como também pelos muros da Avenida Paulista e da faculdade em que estudo!

Só gratidão e alegria é o que eu posso sentir e ter por esse mês de Junho 💚

Com amor,

Tete

Day off

Ciao,
Eu sei que parece estranho, mas no look de hoje eu não estou usando o colete! E sabe por quê?! Porque tirar dias de folga é mais do que necessário, mesmo você não estando no processo de retirada do colete como eu. Quem usa colete sabe que muitas vezes abrimos mão de comprar uma roupa que achamos bonita porque realmente não tem como usar com o colete. Eu lembro que por muitas vezes, no início do tratamento, eu ficava muito triste, mas aí eu me dei conta que eu poderia me dar o direito de tirar um dia de folga pra ficar um tempo sem colete e usar a roupa que eu quisesse, e me sentir de certa forma mais livre. Esses “days off” me davam um incentivo a mais para continuar. É a mesma coisa que dar uma pausa nos estudos durante meia hora, você volta a estudar com muuuito mais concentração e foco. Com o tratamento e uso do colete não é diferente. É claro que esses dias de folga eram beeem espaçados mas pra mim já eram mais do que suficientes! Pra ser bem sincera, quando ficava sem o colete essas horinhas eu sentia muita falta dele. {sim, me chamem de louca mas usar colete pra mim é ótimo hahahah}. Portanto a moral é: não se cobre e permita-se tirar férias da obrigação de vez em quando, mas com moderação e consciência.
Sobre a roupa: calça flaire e blusa de lã porque inverno já começou dar o ar da graça!

Espero ter ajudado!

Com amor,

Tete

 

Basic mood

Ciao,
Depois de muuuuuuuito tempo sem postar look do dia: here it is hahaha! A composição que eu escolhi pra hoje foi em função da temperatura do dia, nem tão frio e bem longe de estar calor, por isso combinei essa jaqueta jeans toda forrada com uma camiseta mais fresquinha. A jaqueta, por ser maior e mais larga é um bom truque pra quem quer disfarçar o colete. A calça jeans skinny e rasgada já virou um coringa e essa em especial é mega confortável para usar com colete porque ela tem stretch, então uma dica é: sempre prefira as calças jeans que tenham essa elasticidade, pois proporcionam um conforto bem maior quando estamos usando colete. O tênis, principalmente desse modelo, é bem versátil, uso tanto pra praticar alguma atividade física, como com algo casual.
A bolsa deu uma vida para a composição  que tinha apenas duas cores: o cinza e o azul. A trança bagunçada é um penteado que sempre faço e da um efeito super bacana!

Espero que gostem,

Com amor,

Tete

 

 

Gabriela Madeira – Guria de Titânio

A guerreira de hoje é uma menina, ou melhor, guria {alô alô RS hahah} mais que especial. Conheci a Gabi e sua história através do Facebook e da sua página maravilhosa, Guria de Titânio. Segue a história dela que é, para mim e para quem for ler, um incentivo, um exemplo e uma inspiração. Gabi, you rock ❤ !

“Aos 10 anos descobri que tinha escoliose que é um desvio na coluna que pode ser adquirido ao longo dos anos, ou pode ser congênito (que é o meu caso). Depois que descobri, minha vida mudou muitos tratamentos, muitos remédios e muitas dores. Deparei-me com diversas dificuldades ao longo dos anos, sabe, tive uma infância muito feliz, mas quando comecei a entender a gravidade do que eu tinha (na minha adolescência) e descobri que minha vida não seria tão fácil como eu imaginava, SURTEI. Não conseguia entender o motivo de ter que passar por tudo isso. Depois de um tempo, superei por alguns anos, mas no fundo sabia que a parte mais difícil estava por vir, que eu teria que ter mais do que um bom humor pra enfrentar. Já estava acostumada a me refazer, me esconder e até conseguia dizer pra mim mesma que um dia iria passar. Mas começar algo novo? Do zero? “Despir-me” e encarar, contar pra todo mundo? Ahhhhh isso eu não sabia fazer. Pelo menos até julho de 2015. Depois de 15 anos apenas “lidando” bem com a situação, decidi que precisava fazer mais. Precisava tomar uma atitude e superar de vez essa fase. Em 2014 meu o problema voltou a me assombrar (comecei a piorar rapidamente). Descobri que precisaria realizar a tão assustadora cirurgia para corrigir essa limitação. Cirurgia essa que vinha fugindo há anos. Como se não bastasse descobri que teria que realizar a cirurgia em dois tempos. Minha coluna já estava muito rígida para obter sucesso em apenas uma cirurgia. A ideia de fazer a cirurgia na coluna, de me submeter a mais de uma etapa cirúrgica, de ser parafusada correndo sérios riscos de vida era aterrorizante; Mas mais ainda, era pensar que meu próprio corpo poderia comprimir meus órgãos a ponto de me matar a longo prazo. Fui para o hospital dia 20/07/15 direto para a cirurgia, não teve internação em quarto, nem tempo pra pensar em desistir. Cheguei ao hospital, assinei os documentos e fui direto para o bloco cirúrgico. Acho que foi a pior sensação da minha vida. Colocaram-me em uma sala pequena e me deram roupas pra vestir, fizeram perguntas e me encheram de pulseiras. Descobri naquele momento que a única coisa que me diferenciava dos outros era uma identificação.

Mas como se isso não bastasse me comunicaram que naquele momento eu poderia entregar meus pertences aos meus pais e me despedir deles. Acho que foi a pior coisa que tive que fazer. Deixa-los. Nunca senti um nó na garganta tão grande. Fui para sala de pré-operatório onde os minutos se tornaram anos, o medo corria pelo meu corpo todo. Mas não desisti.

Depois de 4h em bloco finalmente acordei na CTI, meu pai estava em cima de mim com um ar de terror e alivio ao mesmo tempo. Sorri, sabia que havia sobrevivido.Minha primeira hospedagem foi de quatro dias na CTI com muita medicação, sonda, dreno e tudo que eu tinha direito. Fora uma linda incisão no meu abdômen, incisão que não me deixava tossir, espirrar ou ate mesmo respirar direito. Mas apesar das dificuldades superei as expectativas. Estava me recuperando bem e tendo uma boa cicatrização. Mas ainda não era possível ver resultado, pois o sucesso dependia da segunda etapa. Quando fui pro quarto já faltavam três dias para a realização da segunda cirurgia e foi aí que entrei em pânico. Queria desistir e vir pra casa. Fiquei com o medo do novo, e de como seriam as coisas quando eu acordasse novamente. Mas Deus foi muito bom comigo. Colocou-me pessoas que me fizeram não desistir.

A espera para o dia 27/07/15 chegar acho que foi a parte mais agonizante, pois embora eu já estivesse no hospital e já tivesse realizado a primeira cirurgia. Ao olho nu NADA HAVIA MUDADO, eu não tinha sentido nenhuma diferença, eu não havia percebido mudança alguma e esse novo que estava prestes a chegar me assustava demais. O pior que ele vinha acompanhado com mais um processo cirúrgico, mais uma anestesia, mais 9h em bloco, mais drenos, e sondas e intubações…

Na noite anterior não consegui dormir. Minha cama ficava do lado da janela, passei a noite olhando pro céu me perguntando o que seria de mim quando eu fosse para o bloco, o que seria de mim quando eu abrisse os olhos novamente. SE ABRISSE.

Mas fui. Mais um tchau pra família, mais um nó na garganta, mais uma sensação de não ter controle sobre a minha vida.

Depois de 9h30min em bloco minha família fora avisada que a cirurgia embora tivesse sido de extrema dificuldade tudo havia ocorrido melhor que o esperado e que eu ainda estava viva… Enfim um sonho havia se realizado para todos nós, mas a batalha só havia começado. Travei uma batalha contra o tempo, contra a minha dedicação, determinação, animo, persistência, esforço e coragem. Sempre me achei uma pessoa persistente, mas não conhecia o real significado até esses momentos. Desde que abri os olhos depois da primeira cirurgia SUPERAÇÃO teve que ser o meu sobrenome. Tudo que eu imaginava ser ruim foi pior. Não recebi só duas incisões devido aos procedimentos cirúrgicos. Eles vieram acompanhados de muitas outras coisas: dois drenos (sendo um no tórax que me fez ficar sem sequer levantar o braço por dias), sonda, cateter de acesso central que vai até a cava, cateter de pressão arterial, doses de heparina anticoagulante TODOS OS DIAS, botas de pressoterapia, cateter nasal de oxigênio, coletas e mais coletas de sangue, muitos curativos, doses de morfina  e óbvio que não poderia faltar a intubação endotraqueal. Quando decidi que faria as cirurgias, tentei olhar de uma forma geral sem dar muita atenção aos detalhes porque eu sabia que seriam muitos e que provavelmente eu desistiria se focasse neles. Hoje com o relógio contanto só pra frente, olho pra trás e não consigo acreditar o quão determinada eu consegui ser e que embora tenha ocorrido situações na qual eu tive muito medo lá no fundo sempre acreditei que mesmo que o “presente” não estava embrulhado da maneira como eu havia projetado, isso não fazia com que o presente tivesse menos valor. Algumas pessoas podem até pensar: Nossa, coitada dela! Teve que passar por toda essa situação. Não as culpo. Antes eu pensava exatamente da mesma maneira, mas aí descobri que o que faz você superar e se tornar alguém diferente, deixar de ser a pessoa que apenas escuta para ser a pessoa que fala é conseguir enxergar no meio da dificuldade uma oportunidade. Ao longo desses meses descobri que não adianta apenas acreditar em Jesus e no propósito que ele tem pra nossa vida, mas se trata de descobrir o que podemos fazer a respeito disso.

Hoje com 1 ano e 6 meses, com 29 parafusos e 2 hastes, com duas cicatrizes. Posso dizer que passei minha vida toda achando que a escoliose era o problema, mas no fim descobri que ela era a solução. Essa é a forma mais simples que tenho de demonstrar minha felicidade e gratidão a Deus.
Existem muitas pessoas na fila do SUS esperando pela cirurgia sem respostas, sem previsão enquanto enfrentam dores e desconfortos que aumentam. Existe muita gente que entra no bloco cirúrgico e nunca mais volta.
E alguns depois de operados nunca mais voltam a ser o que eram.
Por isso cada vez que me olho no espelho e vejo que apesar de tudo que passei estou aqui podendo trazer mesmo que de uma forma tão pequena um pouquinho de esperança, já me sinto abençoada. Às vezes as pessoas que estão de fora não entendem o que vivemos e não as culpo, porque algumas coisas só quem viveu entende a alegria que é. Que esse meu breve relato possa servir de inspiração a você que sofre com alguma limitação. Não deixe seus medos te privarem da vida incrível que você merece ter.

Sobre a Pagina GM – Guria Titânio.

Criei a pagina com o intuito de trazer informação e esperança a outras pessoas que passam pela mesma situação que eu. Quando estava para realizar a cirurgia não tinha pessoas para me ajudar que já haviam passado por situação semelhante, nem mesmo na minha adolescia quando fiz tratamento com colete ortopédico e fisioterapia. E me fez muita falta, cresci com problemas de autoestima e achando que eu era a única menina com escoliose. Por esse motivo resolvi compartilhar minha história e trazer mensagens de superação, fé e esperança. Tenho conhecido muitas pessoas ao longo dessa caminhada e cada mensagem que recebo de carinho só me faz ter mais certeza do que devo fazer. A pagina trás a mensagem de inclusão de que apesar de estarem longe de mim às meninas podem ter uma amiga, uma referencia com quem contar. Alguém para compartilhar seus medos, tirar suas duvidas e trazer inspiração a elas. Além da conscientização da doença.”

Obrigada pelo seu depoimento e por ajudar tantas pessoas com curvinhas heheh!

Com amor,

Tete

Fernanda Pacífico

Ciao,

Mais uma lição de vida hoje!! A história da Nanda é um exemplo de como conviver e aceitar a escoliose de forma tranquila, sem estresse e sem complicações mas sim com muito amor e força de vontade!

“Descobri a escoliose com 13 anos quando minha tia me observou de biquíni e sugeriu a minha mãe um ortopedista. Foi detectado uma escoliose idiopática de 40 graus e que poderia usar colete para tentar manter a curvatura, porém o médico não me deu muitas esperanças sobre melhoras, pelo contrário disse que sem a cirurgia eu teria dificuldades de andar, respirar e teria muitas dores. Usei dois anos de colete (TLSO). Devido o meu crescimento meu grau aumentou para 50 graus, mas já atingi o crescimento ósseo e esse grau está estabilizado.
Passei por vários médicos que quiseram me operar, mas a cirurgia passou a não se tornar uma possibilidade e optei por vários tratamentos alternativos: natação, pilates, RPG, osteopatia, acupuntura, hidroterapia e fisioterapia. O grau da escoliose permanece o mesmo, porém minha postura foi totalmente modificada a ponto de não expressar esse desvio tão alto.
Hoje com 23 posso afirmar que vivo muito bem, sem dores, ando normalmente, respiro normal e faço de tudo, às vezes com alguma limitação, mas já tentei até me arriscar no surf, skt e slackline, e tenho uma vida normal (confesso que tenho vontade de voltar ao primeiro médico dizer tudo que faço hoje).
O maior conselho que posso dar é: usem o colete e procurem um tratamento alternativo especializado. Infelizmente não fui bem orientada na época do colete e não fiz tratamentos nessa época, mas já obtive resultados muito satisfatórios. Claro que existem pessoas que vão necessitar de fato da cirurgia… porém acredito que há muitos casos que é possível sim viver com a escoliose.
Minha decisão por optar em viver com escoliose foi reforçada quando um médico me disse que não operaria sua filha se ela estivesse a minha escoliose, mesmo ganhando dinheiro com isso. Saibam conviver com as dificuldades…
Conheci a Teresa do blog através do Instagram, ela com uma foto de vestido costas nuas e achei aquele ato corajoso e inspirador! Um exemplo! Através de conversas pude ouvir uma linda lição de superação e espero ser uma lição pra vocês também. Existem americanas com escoliose sendo musas fitness, mulheres com escoliose praticando yoga e tendo resultados ótimos. Busquem a inspiração de vocês, procurem sempre o melhor juntamente com um profissional especializado e tenham orgulho das suas curvas!”

D E M A I S! Nanda, você é um exemplo pra mim também! “Tenham orgulho das suas curvas”! Muuuito obrigada por compartilhar essa experiência linda!

Com amor,

Tete

Heloísa Skrebsky Clerici

Ciao,

Muito feliz que tenho uma nova história para mostrar à vocês, hoje de uma perspectiva a qual nunca tinha falado aqui! Diferentes experiências, diferentes pontos de vista.. isso que torna tudo mais lindo!

A história de hoje é da linda Heloísa, e a forma como eu a conheci me provou mais uma vez que não existem coincidências: estava na praia com minha família, e reparei que ao lado havia uma menina com uma cicatriz nas costas {por ter escoliose peguei a mania de olhar as costas de todo mundo hahah}. Meio sem jeito fui conversar com ela, que me contou tudo. Quando recebi sua mensagem essa semana, e li o texto que ela escreveu, um filme me passou pela cabeça: quando a conheci o blog era apenas um plano e eu estava fazendo o curso a distância de Fashion Blogging da Belas Artes. Hoje, escrevendo a experiência da Heloísa, tive a certeza de que todas as pessoas que passam pelo nosso caminho, nem que apenas com uma conversa, ficam marcadas e fazem a diferença na nossa vida, e essa situação é a prova disso.. Nada é por acaso, se eu não tivesse ido à praia aquele dia por exemplo, esse post nem existiria.

Bom, vamos à história {de muita coragem}:

“Meu caso foi descoberto quando eu tinha 12 anos de idade. Estava na Praia com minha família, e uma senhora (desconhecida) perguntou qual era o problema de coluna que eu possuía. Minha mãe (médica) chocou-se com a pergunta, e pediu para eu caminhar em direção ao mar. Ali foi o impacto, pois eu estava completamente desnivelada, e ninguém próximo havia notado. No retorno à minha cidade -São Pedro do sul- imediatamente fiz radiografias da coluna, e ali estavam 45°…. escoliose idiopática. Recorremos a um especialista de Porto Alegre, o qual aconselhou para que fizesse a cirurgia, deu 1 mês de intervalo até o grande dia. Nesse meio tempo eu já estava acostumada com a ideia, comecei a pesquisar sobre a tal cirurgia, e fiquei fascinada pela exuberante “obra de arte” (confesso o nervosismo, mas disse uma frase que nunca esquecerei: “Se eu tiver que fazer a cirurgia, e for para o meu bem, não tenho dúvidas que será o melhor”). No mês seguinte, fui à capital para baixar hospital, lá fiz outras radiografias e já havia aumentado 6° de curvatura. No dia 29/02/2012 fui operada, a cirurgia teve duração de aproximadamente 5 horas, possuo 20 pinos e 2 hastes, precisei fazer transfusão de sangue, mas tudo ocorreu perfeitamente bem. Hoje, aos meus 19 anos, levo uma vida super normal (claro, que com alguns cuidados) mas é algo que não me arrependo nem um pouco. Foi um sufoco que valeu a pena ter passado, pois nunca tive problemas na recuperação nem na minha vida.”

Muito obrigada por compartilhar, Heloísa ❤

Com amor,

Tete!

 

Polliana Liebich

Ciao,

Muito, muito, muito feliz com esse menu novo do blog. Nele eu vou colocar a experiência de várixs guerreirxs da escoliose!! Se você que está lendo gostaria de compartilhar sua história aqui ou conhece alguém que poderia, mande um e-mail para teresavicinilodi@hotmail.com que eu farei um post com todo amor! Claro, que se preferir não ser identificado não terá problema algum, o que vale é a troca de experiências e a existência de um suporte cada vez maior para todxs que tem escoliose, para que saibam que não estão sozinhxs, e que a escoliose pode ser encarada com muita tranquilidade.

Para inaugurar, começo com a história {linda} da Polliana Liebich de Dourados – MS. Ela também faz o tratamento com a Dra. Patricia e está engajada para a existência de um projeto de lei de detecção precoce da escoliose, na sua cidade, inspirado no de Xanxerê.

É tão gratificante e lindo ver essa corrente de conscientização crescendo! E mais gratificante ainda é termos a oportunidade de conhecer a história da Polli, que é essa aqui:

“No meu caso, aos 10 anos de idade, estava ajudando minha mãe em casa e levei um tombo, senti dores na lombar e me levaram a um ortopedista, e com um Raio X veio o diagnóstico da escoliose idiopática (sem causa), comum em meninas adolescentes, que foi um achado médico, porque tombos não causam escoliose… o que ocorreu nesta época é que nem meus pais, nem os professores da escola conseguiam perceber o tanto que a minha coluna era torta, então pelo tombo tive a sorte de ser diagnosticada precocemente e procurar todos os tratamentos/acompanhamentos possíveis naquela época (meados de 1995).

Em resumo, as minhas curvas na adolescência estavam entre 20 e 30 graus Cobb (medida própria da escoliose), mesmo com acompanhamento médico e uso de colete ortopédico dos 13 aos 15 anos, em 2015, aos 30 anos de idade, cheguei aos 50 graus (uma evolução de 1 grau por ano, ao passar desses 20 anos), com indicação cirúrgica (colocação de hastes e pinos, e redução de mobilidade da coluna), mas por receio de uma cirurgia tão complexa como essa, e pela ajuda da Internet encontrei no Rio de Janeiro o Projeto Escoliose Brasil, que trouxe da Itália uma abordagem de tratamento conservadora por nome SEASS, que são exercícios científicos específicos na abordagem da escoliose, iniciei em outubro/2016, e com 06 meses deste tratamento já reduzi em 5 graus cada uma das curvas, saindo do risco cirúrgico e buscando diariamente mais qualidade de vida através dessa fisioterapia especializada.”

Lindo né! Com força de vontade e fé conseguimos ir sempre muito longe!!

Estou à espera da sua experiência!

Com amor,

Tete

Nova série de exercícios

Ciao,

Hoje vou falar um pouco sobre a nova série de exercícios que estou fazendo!! Semana passada minha mãe e eu fomos ao Rio para fazer a consulta com a Dra. Patricia!

Estou há uma semana fazendo os exercícios novos e essa já é minha série favorita. Me sinto bem e feliz demais fazendo eles!! São 8 exercícios que exigem mais força muscular em conjunto com a autocorreção postural! Está sendo ótimo pra mim, principalmente nessa fase de retirada do colete, em que preciso mais do que nunca estar bem fortalecida! Parece que minha mente está entendendo os comandos, as posições e o alinhamento correto {e vocês não imaginam como isso deixa feliz, quem tem escoliose}!

Quem sabe eu não faça um vídeo mostrando eles?! Ops, será que vem um canal no YouTube por aí?! 🙈

Logo, logo falo de tudo heheh!

Com amor,

Tete!

Jeans, cor e flor

Ciao,

Look de hoje é  para falar dessa calça que apesar de ter um bordado bem colorido, se usada com os complementos certos pode ser bem versátil. O bordado em jeans começou nos anos 70 com o movimento hippie e desde o ano passado voltou com toda força. Essa em especial é do modelo “MOM”, que tem um cós mais alto e para quem usa colete ajuda bastante.
Usei um blusão bem solto, confortável, para ficar bem a vontade com o colete. O cabelo preso dá um ar mais fofinho, e pela foto da pra ver que é moleza fazer. Deixo os grampos aparecendo mesmo! A bolsa verde e os acessórios combinam com o bordado da calça! Esse modelo de sapatilha é ótimo, fica bem de dia e também com uma roupa mais elaborada para sair de noite!

 

 

 

Espero que gostem!

Com amor,

Tete

 

 

 

 

Embrace Your Brace

Ciao,

Esse look do dia é, sem dúvidas, o mais especial para mim. Em todas as outras composições de roupas que eu postei aqui, o meu colete não apareceu, mas esta é a primeira vez que ele é o destaque do look {hahaha}, e eu não poderia estar mais realizada. Só agora, depois de quase cinco anos, eu tenho orgulho e felicidade quando meu colete aparece. Vi, com isso, a oportunidade de eu mostrar para as pessoas que a escoliose precisa ser vista, discutida e estudada cada vez mais, e que o colete não precisa ser um bicho de sete cabeças, ou algo “estranho” {que é como muitos, infelizmente, ainda o enxergam}. Assim como existem pessoas que usam tornozeleiras, joelheiras e outros curativos e equipamentos para tratarem seus machucados, existem muitas crianças e adolescentes que usam o COLETE {um auxílio tão natural quanto todos os outros que eu citei antes} para tratar a coluna. Está na hora de deixar a vergonha e a insegurança de lado, e não pensar no que os outros podem achar de você, mas pensar no que vai lhe deixar bem e feliz consigo. Está na hora de descomplicar e desmistificar a escoliose! Abrace seu colete, EMBRACE YOUR BRACE ❤

Ps.: Nunca esqueça que toda adaptação e mudança demoram sim! Levou um tempão para eu pensar dessa forma! Take your time.. sem pressa! Tudo tem sua hora!

 

Com amor,

Tete

Jeans Fever

Ciao,

Look com colete de hoje é especialmente para aqueles dias que não está nem tão frio nem tão calor. Essa calça bicolor é muito legal pois tem o cós alto, que para quem usa colete é uma opção melhor, na minha opinião, pois se ajusta melhor ao colete e te deixa mais segura e com um conforto maior, {sabemos que não é nada fácil encontrar uma calça jeans que dê certo 🙄}.  O calçado e a bolsa metalizados dão um “up” {como diria meu pai, rs}, já que usei uma escala de cores bem neutra. A blusa é aquela coringa que disfarça super hiper o colete. Espero que gostem!

Com amor,

Tete

Presente de Natal adiantado!

Ciao,

Good news!! Ontem fui para o Rio {com a minha companheira preferida que eu amo demais, minha mamis} para consultar com a Dra. Patricia. Agora tenho uma nova série de exercícios para por em prática que vão ajudar cada vez mais a corrigir a danada da escoliose {rs}! A parte que mais me desafiou e deu um frio na barriga: vou começar a retirar o colete! {Uma mistura de medo, nostalgia, felicidade e alívio}. Passa um filme na cabeça, desde o primeiro molde, todos os medos, as adaptações a cada troca de colete e as conquistas também! Nessa primeira fase passarei de 23h diárias para 16h. Mais um desafio, pois estou usando o colete à quase 5 anos, sempre brinco que ele se tornou uma parte do meu corpo praticamente {de tão acostumada que fiquei}, mas estou super positiva e sei que tudo vai dar certo!!
Ps.: Vou postando como será essa nova fase por aqui e logo logo também farei um post especial contando um pouco sobre cada colete que eu usei!

Com amor,

Tete

Máscara facial de café com óleo de côco

Ciao,

Que tal outra alternativa super natural pra ter uma pele super hidratada?! Essa hidratação está no ranking como a minha preferida:

Ingredientes:

1 colher de sopa de óleo de côco

1/2 colher de sopa de café em pó

1/2 colher de sopa de açúcar

Preparo:

Misture tudo, aplique no rosto e massageie bem;

Deixe reagir por 5 min e depois é só enxaguar e aproveitar sua pele de fada hahaa!

Com amor,

Tete

Sun{day}

Ciao!

Sei que estou ausente por aqui, mas agora é hora de voltar à ativa hahah! Em homenagem ao calor que resolveu aparecer o look de hoje {super confortável} é um vestido bem largão e com estampa tribal. Gosto, nessa época do ano, de usar essas meias calças meio transparentes, pois como não está nem tão frio nem tão quente, ela fica perfeita, tanto para complementar a roupa como para ajudar aquelas que, assim como eu, são mega “friorentas” hahaha!
Espero que gostem,

With love,

Tete