Lei n° 3814/2015

Ciao,

Hoje trago uma notícia maravilhosa e um avanço no que diz respeito a consciência sobre escoliose. “Foi instituído no âmbito do município de Xanxerê, o programa de detecção precoce de escoliose nos alunos da rede municipal de ensino.” O projeto dessa lei surgiu de uma conversa que meus pais e eu tivemos com o vereador Biasus que prontamente fez o projeto e o colocou para votação na Câmara. Espero que essa atitude possa ajudar cada vez mais pessoas, alertar sobre a importância da detecção e tratamento precoce da escoliose e que outros municípios também sigam o exemplo de Xanxerê!

With love,

Tete

 

Junho, mês da escoliose

Ciao,

Segue um textinho que fiz em razão do Mês da Escoliose, welcome June <3:

Às vezes, diante de uma dificuldade, nos perguntamos: por que eu? A resposta é outra pergunta: porque NÃO você? Diversas foram e são as situações que fico “de saco cheio” pelo colete que dói e etc, mas aí eu paro e vejo o quão sortuda eu sou por ter um colete, por poder estar fazendo um tratamento, e o melhor, o quão sortuda eu sou por TER escoliose. Com ela eu aprendi e amadureci muito, aprendizado e amadurecimento estes que, tenho certeza, demoraria alguns anos a mais pra eu ter conquistado. Muito disso veio da minha avó Therezinha, toda vez que eu ficava triste com a minha situação, lembrava-me dela, que mesmo com problema de surdez, uma ostomia e uma colostomia, estava SEMPRE sorrindo, grata à vida e o mais surpreendente, cheia de FÉ. Então, se você também passa pela mesma situação que a minha ou por algum outro problema, lembre-se que a sua vida é do jeitinho que ela deve ser, que Deus escreve certo por linhas tortas e que só cabe à você tirar dos infortúnios uma oportunidade para crescer como ser humano ❤

Feliz mês da conscientização da escoliose!

Com amor,
Tete

Camisa oversized e colete

Ciao,

O look de hoje é todo divertido! Essa camisa faz parte daquela categoria de roupas que usamos até dizer chega. Já me salvou inúmeras vezes.

Camisa mais larga/oversized é um must have quando o assunto é disfarçar o colete, é um coringa e tem como usá-la de várias maneiras. Aqui eu usei por cima de uma vestido que marcava bastante o colete.

Com amor,

Tete

A green point

Ciao,

Inverno chegando e para quem usa colete é uma maravilha! Apesar de eu amar o verão, sinto muito calor nessa época por causa do colete, pois ele aquece bastante, mas já no inverno isso é bom pois ajuda a não passar frio… tá aí um ponto positivo de precisar usá-lo 😉 {aliás, existe ponto positivo em tudo, até mesmo em coisas consideradas tristes, só temos que enxergar as situações de pontos de vistas diferentes}.

Voltando ao assunto, essa combinação disfarça muito o colete: saia plissada e blusão.

Adoro montar looks com cores mais escuras e dar um “up” com algo mais colorido, nesse caso foi a saia! O óculos em forma de octógono foi um achado na feira de antiguidades que tem todo Domingo no MASP.

Espero que gostem!

Com amor,

Tete

O colete machuca, e agora?

Ciao,

Semana passada minha mãe e eu fomos ao Rio fazer o reacompanhamento do tratamento SEAS na fisioterapeuta Patricia Mentges. Já estou pondo em prática a nova série de 12 exercícios com força total hahah!

Como estou em adaptação ao colete novo que é o de Goss {farei um post falando sobre} tenho alguns pontos que estão machucados. A Dra. Patricia me passou várias dicas super legais as quais já estão dando resultado para mim:

-Ao contrário do que pensamos, não é indicado passar creme nos machucados pois ele vai tornar a pele mais fina, machucando ainda mais. O ideal é passar álcool 70%, assim a pela fica mais “dura”, ou seja resistente àquela área de atrito.

-Também algo que estou fazendo é colocar absorvente diário {carefree} em cima no machucado {com a parte do algodão voltado para a lesão}, amortece muito a dor.

Espero que essa dicas ajudem vocês também <3!

Com amor,

Tete

Tratamento SEAS

Ciao,

Hoje vou falar um pouco sobre o tratamento que realizo para a escoliose. Faço uma série exercícios diários do método SEAS, específicos para minha curva, os quais são readaptados de 3 em 3 meses. Coloquei um trecho do site Projeto Escoliose que explica direitinho.

“SEAS (Scientific Exercises Approach to Scoliosis – Exercícios científicos na abordagem da escoliose).

O conceito SEAS foi desenvolvido no ISICO (Instituto Científico Italiano da Coluna vertebral), uma organização inteiramente dedicada ao tratamento conservador – não cirúrgico – da escoliose e coluna vertebral, um dos principais institutos do mundo no tratamento de deformidades vertebrais, altamente especializado (consulte as publicações científicas aqui), e embasado em mais de 30 anos de prática, resultados e intensa pesquisa.

A inovação do conceito está no fato de que após uma avaliação criteriosa, se desenvolve um programa de exercícios individualmente prescrito, que é ensinado aos pacientes e seus pais, e que deverá ser realizado em casa.

Isso permite um alcance muito maior, ou seja, um número muito maior de pessoas pode ser elegível para o tratamento. Os pacientes realizam uma única sessão a cada 2-3 meses em que são devidamente avaliados por um fisioterapeuta especializado em escoliose e aprende uma série de exercícios personalizados (específicos) para seu caso.

Como consequência, os pacientes que vêm de longe serão capazes de participar do programa de tratamento, como já acontece. Não há dispositivos específicos caros necessários, o que também torna o tratamento mais viável e adaptado para as condições sócio-econômicas do nosso país. Isso é muito importante já que o tratamento dura o tempo que a criança ou o adolescente, no caso da escoliose idiopática do adolescente, estiver em crescimento, ou seja, o tempo necessário.

Os objetivos do tratamento através do método SEAS são: a redução da curva da escoliose, a contenção de sua progressão, potencializar os resultados do uso e aplicação das órteses (coletes ortopédicos), como também em outros casos diminuição da aceleração do crescimento da curva (para as escolioses progressivas) e nos casos mais graves, preparar o corpo para um melhor resultado na cirurgia.

O maior êxito ou sucesso será obtido quanto mais precoce for a detecção e consequente intervenção.”

Caso você também tenha interesse é só preencher e enviar o formulário que tem no site. Eu sinto uma enorme diferença, a consciência corporal, postural e o alinhamento melhoram demais!

Com amor,

Tete

Escoliose e a natação

Ciao,

Se você  tem escoliose e está na dúvida em fazer ou não exercícios físicos a resposta é: sim, mil vezes sim! É importantíssimo dar condicionamento físico para o nosso corpo, tanto no fortalecimento dos músculos como da respiração. Minha fisioterapeuta permitiu que eu fizesse natação, um esporte que pratico desde que eu descobri a curvatura. Ele oferece inúmeros benefícios, separei alguns do site do Projeto Escoliose:

-Reduz as forças compressivas, diminuindo o estresse sobre a coluna vertebral e seus músculos;

-A água oferece resistência, que pode trabalhar os músculos e melhorar a resistência e a flexibilidade;

-Construói os músculos dos braços, pernas e costas, melhorando o equilíbrio geral e força muscular;

-A temperatura fria da água melhora a circulação para os tecidos do corpo;

-Alívio do estresse e pode ajudar a liberar a tensão, possivelmente reduzindo um pouco de dor crônica.

Ps.: é preciso pedir a opinião de seu médico ou fisioterapeuta antes começar. Também é importante ter em mente que a natação não trata a escoliose e nem muda a  natureza da curva da coluna.

Espero que tenham gostado,

Com amor,

Tete

 

 

Sunday mood

Ciao,

Primeiro look do dia do blog {uhuuu}!

Esse vestido é meu xodó: soltinho, confortável, perfeito para disfarçar o colete. Uma dica pra quem também usa, é preferir roupas mais soltas mesmo, assim o colete não marca e você não se sente desconfortável, tendo que se arrumar o tempo todo.

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Com amor,

Tete

Destaque

Como tudo começou…

Tudo começou no final de 2011 quando minha prima percebeu, em um dia na piscina, que eu tinha uma lado mais “acinturado” que o outro. fiz aquele teste de encostar as mãos nos pés e pudemos perceber as curvaturas. Meus pais ficaram com aquele peso na consciência acompanhado da famosa frase: como não vimos isso antes? O importante nesse momento é não ficar com culpa de nadica de nada; mas sim ter em mente que tudo tem solução, é só manter a calma.

Já em Fevereiro de 2012 fui ao médico em Chapecó, cidade vizinha a minha, Xanxerê, que fica no oeste de Santa  Catarina. A indicação dele foi que eu fizesse apenas fisioterapia – RPG e fosse controlando através de raio-x.

OBS: naquele ponto eu estava com 20 graus na torácica e 25 graus na lombar.

Porém, meus pais acharam melhor ouvir mais opiniões, então fomos à São Paulo.

A proposta do primeiro médico foi como um balde de água fria: usar o colete Milwaukee. Nossos olhos encheram de lágrimas, mas ainda tínhamos uma terceira opinião para consultar que trouxe uma forma de tratamento mais, na medida do possível, suave: o colete de Boston. Ficou decidido que eu seguiria esta última.

Meu colete foi confeccionado pela AACD. Lembro-me muito bem do dia em que fui até lá, com meu tio, para fazer o pedido. Foi um choque, percebi que o meu problema, se é que posso chamar de problema, é um grão de arroz perto do que outras crianças passavam e passam. Foi ai que eu agradeci à Deus e encarei a escoliose como algo normal na minha vida, fazendo do colete o meu melhor amigo.

Tenho que admitir, no início foi bem complicado, fui a cada dia usando o colete um pouquinho mais, até que depois de 20 dias, só tirava mesmo para tomar banho.

Meu pai, depois de ler o livro “a menina da coluna torta” descobriu a fisioterapeuta Patricia Italo Mentges, fundadora do Instituto Escoliose . Portanto, em paralelo ao uso do colete, comecei a fazer exercícios fisioterapêuticos específicos para escoliose, do método italiano, SEAS.

OBS: Hoje, tanto o colete de Boston como o Milwaukee estão ultrapassados, por isso que sempre digo, um bom colete é FUNDAMENTAL em um tratamento e principalmente em fase de crescimento. A Dra. Patricia trouxe para o Brasil uma tecnologia e know how incríveis com relação à fabricação de coletes 3D e a junção dele com os exercícios específicos do método SEAS e Schroth. Recomendo de olhos fechados os coletes confeccionados pelo Instituto.

Passados três anos, decidimos mudar de médico e procuramos o doutor Luiz Eduardo Munhoz da Rocha de Curitiba. Com ele fiz meus terceiro e quarto coletes. Sim, é necessário trocar pois com o crescimento, as medidas do corpo mudam e o colete começa machucar. ao logo de 8 anos usei 10 coletes.

Infelizmente, minha escoliose começou a piorar, e em 2014 atingiu os 40 graus na torácica e quase 50 na lombar. Meus pais ficaram super preocupados e com medo de que fosse preciso fazer o procedimento cirúrgico. Por isso, fomos atrás de um tratamento alternativo na Califórnia, EUA, em julho do mesmo ano.

Fiquei durante um ano e meio fazendo um tratamento (extremamente exaustivo). De 4 em 4 meses fazíamos o retorno e nesse meio tempo continuava o tratamento em casa, com o auxílio dos meus pais e fazendo Skype para controlar e tirar as dúvidas. Como toda experiência na nossa vida, esse tratamento me trouxe consequências positivas e negativas. Comecei a ficar com alguns efeitos colaterais, tanto físicos como emocionais. Além disso os exercícios me ocupavam muito tempo (em torno de 3 horas/dia) e a distância e o custo eram elevados.

Até que tomei a decisão de parar no final de 2015. Tudo isso serviu como experiência e amadurecimento tanto para mim quanto para minha família. As vezes tomamos certas decisões sem pensar mesmo, mas tudo é experiência e nesse caso, serviu para que aprendêssemos a realmente entender o que é um tratamento baseado em evidências científicas e que entendem o paciente como um todo, que é o caso do tratamento que realizo com o Instituto Escoliose. 

Foi assim que voltei a fazer o tratamento no Instituto Escoliose  no Rio de Janeiro, com a Dra. Patrícia, que me recebeu de braços abertos com muito carinho e profissionalismo. Lá também fiz meus últimos dois coletes. Hoje, com 25 anos, não uso mais colete porém permaneço fazendo meus exercícios específicos de escoliose com um tratamento que segue o método SEAS e o método Schroth e, para mim, tem sido o MELHOR caminho que poderia ter seguido.

Sabe o que foi fundamental? Minha família foi e é essencial em toda essa trajetória, em especial minha mãe e meu pai. Eles me apoiaram, entenderam e deram força desde o princípio. Além disso, muita fé, força de vontade, dedicação e pensamento positivo foram e são peças chaves. Se eu tive  crises de tristeza e vontade de desistir? Ah se tive, inúúúmeras, mas que serviram pra eu crescer, amadurecer como nunca.

Vou compartilhar por aqui dicas sobre minha rotina de atividades físicas e exercícios, sobre roupas para usar com o colete, como lidar com ele de uma forma mais leve e feliz! Espero do fundo do coração ajudar no que eu puder ❤

Sinta-se à vontade para entrar em contato comigo!

Você não esta sozinho ❤

Com amor,

Tetê