Catia Pestana

Ciao,

O depoimento que trago hoje vem diretamente de Portugal, de uma guerreira super mega alto astral que foi querida demais me mandando algumas fotos e escrevendo essas palavras de incentivo para todxs nós que vivemos com essas curvinhas ou com cicatriz!

“Antes de mais, parabéns a todos nós guerreiros. A minha escoliose surgiu quando eu tinha 15 anos. Actualmente tenho 39 anos. Ao início foi muito difícil aceitar a curva (fase de adolescência, ser diferente, não saber o que vestir e vergonha de andar na rua e que as pessoas reparassem no meu problema. Contudo, tive sempre a minha família me apoiando. Nunca fiz cirurgia, porque moro numa Ilha (Ilha da Madeira que pertence a Portugal), onde na altura, a minha escoliose era uma incógnita para os médicos). Não tive possibilidade financeira de sair da Ilha para procurar conselhos de especialistas peritos na área. A idade foi avançando e aprendi a gostar de mim e da minha curva. De vez em quando vou abaixo, mas ultrapasso esse momento menos bom, me lembrando sempre que existe sempre alguém pior que eu (lutando pela vida e a morte; pessoas que já tiveram visão e a perderam; pessoas sem membros; pessoas paraplégicas; pessoas lutando por doenças). E um bem haja a estas pessoas! Levanto-me a aplaudo as mesmas por enfrentarem problemas sérios de saúde e às que infelizmente por diversas circunstâncias deixaram de poder andar, ver, etc…! Parabéns a todos os guerreiros portadores de escoliose e não só!
Não sabia que fotos escolher, escolhi várias… fotos entre amigas(os), sozinha, do meu raiox, do meu melhor amigo e namorado (a pessoa que me aceita como sou e me apoia em todos os momentos e cuida de mim sempre), a foto com o meu cão que infelizmente faleceu com 1 ano de vida e faz-me imensa falta, enfim…. fotos que fazem gostar de mim. Fotos que podem servir de apoio às adolescentes que passam pelo o que eu já passei. Que lhes sirva de exemplo que não devemos esconder as nossas curvas e não nos descuidarmos do nosso visual. Com 39 anos, sinto-me linda. E gostava que todas as meninas se sentissem assim. Que não esperassem tantos anos como eu esperei, para perceberem que são lindas. Um grande beijo de alma e coração a todos Vós! ❤💙 ”.

Catia querida! És uma inspiração de positividade para todos nós! Obrigada do fundo do meu coração pelo depoimento!

With love,

Tete

 

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Erica Felix

Ciao,

Hoje, a história que trago aqui é a da pessoa que mais me inspira e que é o meu exemplo e meu espelho, principalmente nos meus momentos de tristeza {sim esses momentos existem pra todo mundo, só não podemos deixar que eles prevaleçam né?!}.

Conheci a Erica no IV Encontro da Escoliose no Rio De Janeiro. Ela contou um pouco da sua história e distribuiu os seus “Sapinhos da Esperança”, que são Sapinhos verdes em dobradura que simbolizam a força, a luta, a vontade de não desistir, a esperança! Desde então então ela virou um exemplo, tanto pra mim quanto pra minha família!

Sempre sonhei em contar a história dela aqui, e essa semana ela me presenteou com o seu depoimento! Tenho certeza que você não vai conter a emoção, assim como eu não contive:

“Teresa, meu nome é Erica, não nasci com escoliose e isso é certeza pois desde pequena todos sempre elogiavam minha postura e minha coluna sempre retinha e eu sempre magrinha, meu sonho era até ser modelo e esse sonho foi se distanciando quando tinha 11 anos. Minha mãe que morava e trabalhava aqui no Rio sempre ia me visitar (Sul da Bahia) e levava presentes e um dos presentes foi uma blusa coladinha verde e eu me lembro como se fosse hoje, eu coloquei a blusa e ela e minha tia olharam minhas costas e ficaram olhando e falando e pedindo para que eu ficasse com postura e repararam que minha coluna estava com um lado maior que o outro. E eu imaginando e pensando: como assim?! E a gente tentando entender o por quê?! Aí foi passando os dias e os meses indo no médico e onde eu morava, no sul da Bahia, não tinha nenhum especialista. Depois de uns 10 meses que consegui fazer um raio x que nem foi de coluna, foi um raio x de tórax que mesmo assim ajudou muito e marcarmos um ortopedista no SUS que olhou e disse que eu estava com 80° de escoliose e que era caso cirúrgico, e como ficamos todos assustados e perdidos o médico deu um encaminhamento e disse que eu iria consegui operar em Brasília ou São Paulo e logo disse para minha tia que iria ser complicado porque não temos parentes nesses dois estados.
Minha mãe morava e trabalhava aqui no Rio de Janeiro e se casou e teve um filho. Aos 13 anos vim morar com ela, desde então fui ao posto de saúde e deram o encaminhamento para fazer fisioterapia na ABBR e lá fiz fisioterapia por 3 meses e depois me deram encaminhamento para entrar na fila de cirurgia do INTO. Lá no INTO vi outras pessoas iguais e piores que eu e conheci, outras pessoas que fizeram a cirurgia e ficaram super bem! Mas quando consegui fazer o primeiro raio x de coluna no INTO já estava bem pior. É grave meu caso e a médica deixava bem claro isso! Como fui conversando com umas pessoas e elas diziam que depois de anos que foram chamadas para cirurgia e mesmo assim na fila, eu, para não ser esquecida,  de 6 em 6 meses ou uma vez por ano estava lá na consulta e sempre distribuindo meus sapinhos da esperança que eu fazia e ensinava outras pessoas fazer lá na hora, no auditório esperando chamar para consulta rsrs. Notei que sempre que eu ia, mudava o médico e ficava pensando, esse tá com medo de me operar, e eu sempre confiante dizendo e confirmando que queria operar. Enquanto esperava na fila, eu terminei meus estudos, fiz cursos, trabalhava dando aula de reforço, porque ninguém queria me dar emprego pois poderia a qualquer hora ser chamada para operar, fazia penteados com tranças e olhava crianças meio período. Nesses oito anos na fila eu ia 2 vezes na semana na faculdade Gama Filho fazer fisioterapia respiratória e traumo preparatório para a cirurgia. Que pessoas maravilhosas nesses anos que me acompanharam e motivaram muito para seguir confiante e nesse início de tratamento sou grata a minha médica pneumo Dr.Andreia que é um anjo e até hoje ajuda muito outras gerações. Minha mãe e eu fomos marcadas numa reunião no INTO com a equipe de coluna que nos acolheu super bem!

Depois de quando fui perdendo as esperanças, num sábado de manhã saindo da igreja, tinha acabado de marcar o batizado de meu afilhado e programado viajar para visitar a família, o meu telefone tocou e era do INTO pedindo para estar lá na segunda e levar só produtos de higiene. Eu fiquei sem reação e não sabia se ria ou chorava que sensação estranha e minha mãe ficou assim também. No dia lá no hospital eu só chorava e chorava e minha mãe foi embora e a enfermeira não demorou nem 3 horas lá rsrs disse que eu estava de alta por falta de sangue O- que eu iria precisar. Não pensei duas vezes e metir o pé kkk e fui para casa pensando e quando cheguei, que alívio e todos na rua e em casa ficaram assustados até eu explicar! Não demorou, depois de 2 semanas chamaram de novo e eu estava mais segura e pedi para minha mãe tirar uma foto de minhas costas e que susto, vi que realmente tinha que operar. Fomos eu e minha mãe. Fiquei numa enfermaria grande e bem legal onde tinham pessoas operadas e aguardando operar e lá fiquei aguardando por 15 dias por falta de sangue ou as vezes tinha cirurgia antes e não dava tempo de fazer a minha e assim ia me alimentando, tomando suplementos, fazendo nebulização, fisioterapia, fiz muitas amizades na enfermaria e outras enfermarias, recebi muitas visitas da família e algumas amigas.

Imagina eu com mais de 160° de escoliose idiopática e com bronquite asmática crônica alérgica grave e sangue O-. Que responsabilidade e eu sabia e também sabia que se não fosse operar iria piorar cada dia mais e já sentia muitas dores na região da caixa torácica na direção do umbigo e meu pulmão e coração já estavam muito pressionados e quando tinha crise de asma e tosse machucava meu pulmão direito e tossia sangue e vivia tomando antibióticos. Então quis arriscar tudo e tentar o melhor. No dia fiquei sabendo que a maioria ou todos cirurgiões estariam presentes em minha cirurgia, mas o que me foi apresentado da última consulta, e que iria estar a frente, foi o Dr.Andre. Fui eu operar e na primeira cirurgia foi para colocar as barras.

Acordei no CTI muito sonolenta já de noite e com muito enjoo e mesmo assim querendo comer e tomei mingau e depois coloquei tudo para fora. No dia seguinte voltei para enfermaria sem poder levantar e uns 5 dias assim e mesmo assim conseguia me virar de lado e muito incomodo.

Depois fui para segunda cirurgia pensando que fosse mole também, mas não, foi a cirurgia mesmo do qual retiraram 3 costelas e acordei depois de 3 dias com acesso venoso, drenos de tórax e na coluna, bolsa de alimentação daqueles que vai pelo nariz, mascara de oxigênio, sonda e aparelhagem que tem no CTI. Acordei assustada e sem conseguir me mexer e tinha passado meu aniversário (02/09/2011) e eu não estava acordada e minha mãe no dia seguinte me dando os parabéns e os enfermeiros chegando e felizes de ver que eu estava desinchada e surpresos com minha melhora! Tinha dado um susto em todos! Mas graças a Deus fui me recuperando bem e ganhando força e carinho de todos com o passar dos dias. Fiquei 13 dias lá e depois fui para enfermaria e não aguentava mais ficar deitada depois de quase 25 dias e comecei ficar preocupada se iria conseguir sentar e se iria conseguir andar… mais estava sufocada! Numa segunda de manhã todos chegando e gritei quero levantar e dizia não aguento mais ficar nessa cama. Com todos de acordo o fisioterapeuta me sentou primeiro e eu tremendo de fraqueza e suava e que peso nas costas me puxando para trás e meu corpo esquentou todo… me colocaram na cadeira de banho e aproveitaram e levaram para tomar banho de chuveiro, usar o vaso rsrs e foi tudo tão rápido! Eu voltei para cama quase desmaiando de dor e fraqueza ter de se acostumar com um material no corpo, dor na região das costelas. Com a ajuda do grupo da coluna e enfermeiras com o passar dos dias fui me recuperando! E veio a ordem que eu ainda não podia andar e teria que usar um colete ortopédico por um tempo para a coluna se acostumar com a postura e eu não fazer certos movimentos. Chegou um dia que todos iriam mudar para o novo INTO, que fica hoje na Avenida Brasil e que legal inaugurei junto com alguns pacientes o novo INTO e lá é bem grande só não tinha companhia e televisão ainda. Fiquei do lado de uma senhora que estava lá a meses internada e estava tratando uma ferida que dá em pessoas que ficam muito tempo acamada. E todos os dias a noite na troca de turno dos enfermeiros eu lia e orava a Folha da missa e ela sabia todas as músicas do folheto e cantávamos juntas. Ela me chamava do nome da neta Mariana rsrs pois ela não estava bem lúcida das coisas.

Depois de um mês e pouco internada não me conformava de ter passado por 2 cirurgias e ter que usar o colete. Depois de tanto ajeitar o colete tive alta e para voltar para casa foi ótimo e tive que me adaptar a cama, usar moletas e 2 vezes na semana a equipe domiciliar vinha em minha casa com fisioterapia, enfermeira, assistente social vieram por 10 sessões e me ajudaram e ensinou como devo deitar, levantar e subir escadas. Ensinou colocar e tirar o colete e fazer uns exercícios que faço até hoje.

Iria ficar só 6 meses com o colete e mesmo com ele ou quando tirava durante o banho sentia fisgadas da haste e falei na consulta e pediram uma tomografia e fiz outro raio x e minha teimosa coluna estava com a haste solta junto com alguns parafusos frouxos. E fiquei 10 meses com o colete até marcarem de novo uma nova cirurgia da qual não sabia se iria apertar ou fazer tudo de novo, só na hora. Internei e passei o domingo dia 02/09/2012, meu aniversário, internada. Recebi visitas de pessoas especiais e nesse dia conheci muitas pessoas especiais também. Quem me operou foi o Dr.Eulálio e deu tudo certo ele só apertou os parafusos juntos com a haste e disse que não precisava usar mais o colete.

Com 3 meses de operada já bem e sem dores fui na consulta de revisão e perguntei se já podia trabalhar e ele disse que sim, vida normal e só não posso pegar peso. Logo fiz um currículo e entreguei a conhecidos e logo fui chamada para trabalhar como operadora de telemarketing de uma clínica e eu super animada comecei e tinha que pegar 2 ônibus. No início foi dolorido e fui acostumando e depois de uns uns 2 anos não engordei e magrinha o parafuso foi aparecendo nas costas e querendo romper e inflamando em cima como se fosse um “furunco” e estava para entrar de férias e fiquei informando o pessoal lá. Logo na primeira semana de férias conseguiram me internar e eu pela quarta vez indo operar a coluna para retirar uns parafusos que estavam querendo romper a pele e graças a Deus foi tranquilo.

E hoje sou muito grata a todos que estiveram ao meu lado ajudando, fortalecendo e apoiando. O Projeto Escoliose ajuda e ajudará muitos jovens a iniciar o tratamento logo e assim evitar a passar por todo esse transtorno que passei. Mas mesmo com tanto sofrimento consegui vencer.”

Essa sim é uma Guerreira da Escoliose e tanto! Grata demais por ter conhecido você, por ter a oportunidade de aprender contigo e receber essa luz que você irradia!

Você merece só bênçãos Erica, parabéns por ser esse ser humano tão incrível e um exemplo para todxs nós, guerreirxs da escoliose!

 

 

With love,

Tete

 

Mirian Vidal

Ciao,

Preparadxs pra mais uma lição de vida? A Mirian postou esse texto e essa foto no seu Facebook, e eu não pude deixar de pedir para compartilhar aqui também 💜

Mirian, o que escreveu é de uma mulher extremamente forte, madura, determinada e cheia de alegria e amor como você! Só posso te agradecer pelo belo exemplo e pelo ensinamento incrível!

A Mirian participou do vídeo que organizei em Junho do ano passado. Lá ela conta que descobriu a escoliose com 13 anos sendo ela consequência de uma displasia epifisária. Tem 120º de curvatura torácica e 80º de curvatura cervical. Segundo ela, sua cifoescoliose não pode ser corrigida com cirurgia, portanto, faz um tratamento paliativo.

Converso com várias meninas que tem escoliose, e muitas delas tem vergonha do seu corpo, das suas costas.. essa aceitação leva tempo, assim como a Mirian mesma falou no texto abaixo! Acredito que o primeiro passo sempre é agradecer, mesmo com todas as dificuldades envolvidas, a escoliose não deve ser olhada como um fardo, ela deve e precisa ser olhada como uma benção 💜

Segue o texto da guerreira de hoje para inspirar e ajudar todxs vocês 😍:

“A estimativa é 1 entre 100 à 150 mil pessoas que possuem o mesmo problema que eu tenho. Por conta disso, eu sempre tive vergonha do meu corpo, cogitar ir para a praia? Impossível! Usar biquíni? Jamaais! Tirar foto então? Nuncaa! Que as outras pessoas olhassem? Deus me dibre! Foram tantas lágrimas que eu parecia um mar, mas o que me ensinaram é que eu sou 1 no meio de 150 mil e isso não deve ser algo vergonhoso, meu corpo é muitoo diferente de todos os outros, mas de forma diferente ele faz praticamente tudo que qualquer outro corpo faz e com condições bem piores e um espaço muito mais limitado, com isso aprendi a ter orgulho do meu corpo. Foi muito, muito, muito difícil chegar nesse nível, mas eu comecei devagar, a acreditar no que meus amigos me falavam, a não me xingar, a me olhar no espelho e dizer: você é bonita sim, você é maravilhosa! Dizer tantas vezes, tantos dias, por tanto tempo, até acreditar. Eu sou cheia de remendas, como uma boneca de retalhos fui costurada de várias formas e sempre tive vergonha disso, passei uma vida odiando praias por inúmeros motivos. Perdi tantos momentos bonitos! Gratidão me define, porque com a ajuda de tantas pessoas consegui dar um significado para a palavra beleza.
Beleza para mim é quando descobrimos que os remendos devem ser motivo de orgulho e não de vergonha, beleza é quando você acredita no que te transborda, beleza é quando você se sente bem dentro do corpo que tem… Mais do que isso, aprendi que beleza é quando você se sente tão leve, tão simples, tão bem, que acredita ser do tamanho das nuvens e deseja alcançar o céu. Fico pensando que as nuvens nunca deixam de ser o que são, nunca perdem sua beleza, mesmo a gente apontando o dedo e dizendo que elas parecem algo que definitivamente não são, as nuvens continuam no seu espaço a ocuparem o céu. Por isso, tirem os pés do chão e acreditem na beleza que vocês tem, exercitem todos os dias até acreditarem, diga todos os dias que você é exclusiva no meio de milhares e que apenas você pode dizer o que de fato é belo. Há tanta beleza no mundo, a gente pode escolher o que admirar, então comece por você”.

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E aí?! Comece por VOCÊ 💜

With love,

Tete

Taís Sabino

Ciao,

Hoje eu estou aqui, escrevendo esse post, com os olhos cheios de lágrimas, e muito emocionada. Tenho certeza que esse depoimento vai te emocionar também. A única coisa que tenho a dizer é que, Tais, você é gigante, você é luz, você é especial demais, você é pura inspiração. Nunca vou cansar de te dizer isso!

Se você que está lendo esse post, precisa de algum incentivo para seguir adiante, para sair de uma fase ruim, para se aceitar, aceitar seu corpo, aceitar seu jeito, essas palavras são uma ajuda e tanto:

“Olá, me chamo Taís Sabino. Tenho 20 anos e sou Portadora de Escoliose Congênita.
Bom, na gestação da minha mãe, foi detectado um desvio em minha coluna. Desde então, minha mãe começou a ser acompanhada e o tratamento passou a ser totalmente diferente das suas outras duas primeiras. Minha mãe teve que praticamente renunciar sua vida ao meu nascimento, passou a se dedicar totalmente a mim! Pois ao nascer, após 1 ano, fiz uma cirurgia referente ao despregamento do meu rosto, que era colado ao meu ombro. Passei por uma reconstrução de face, do meu lado esquerdo. Até aí, tudo ótimo! E os tratamentos da Escoliose novamente começaram. E logo então, o Dr. Chegou com minha mãe e lhe entregou uma grande RESPONSABILIDADE, dizendo à ela: Mãe, sua filha hojeeee, corre um grande risco de ser operada (da escoliose) e não voltar a andar. O que você decide?! Operamos ela? E ela corre esse risco, e se caso for realmente e chegue a acontecer, ela viva e passe o resto da vida dela em uma cadeira de rodas!!!? Ou deixamos ela da maneira (jeito) que esta? E ela vive pra sempre sendo portadora de Escoliose?!
Minha mãe naquele momento sendo muita sábia, falou ao Dr: Dr, prefiro eu depender sempre da minha filha, do que ela viver dependendo de mim, ou da boa vontade dos outros. Hoje agradeço muito à Deus, pela sábia decisão que minha mãe tomou. E desde 2014, estou na espera através do SUS, juntamente com o TFD (tratamento fora de domicílio) onde estou em uma fila, aguardando para ser operada (realização no Instituto INTO-Rio de Janeiro). E se chegar minha vez, claro que ficarei muito feliz. Mergulharei de cabeça (aliás, já são 4 anos de espera). Porém digo que agora em Janeiro, completarei 21 anos de muita superação, conquistas, história de amor e muitas bênçãos a contar. Frisando sempre minha GRATIDÃO à Deus! Pois somente Ele para me dar essa leveza, de encarar a vida da maneira que encaro. Tendo que me adaptar aos olhares indiferentes. À aprender muito com pessoas preconceituosas e de mente podre! Digo que tudo que passei (passo) me faz mais forte, me faz ver muito longe. Me faz saber que sou capaz, basta eu enxergar além do que posso ver 😍 Hoje sou extremamente FELIZ ❤ libero felicidade onde passo. (Já suportei muito preconceito) Ninguém precisa saber o que você passa por trás de um grande sorriso. Só libere alegria 🎉 Seja quem você é. Ser portadora de Escoliose não te faz menor que NINGUÉM. Ame-se … 😍😍😍😍😍😍
Aceite-se, lembre-se. A aceitação deve partir de você. Não se prive de viver!!! Aceitar o que não pode ser mudado, é viver o MELHOR DA VIDA 😍
Eu, Taís Sabino. Me recuso a afundar … ⚓❤
Sou portadora de Escoliose Congênita, siiiiiiim!!!!!! Sou literealmte apaixonada por mim ❤❤❤❤❤”.

AH MEU CORAÇÃO TAIS!! ❤

RECUSE-SE A AFUNDAR TAMBÉM, qualquer que seja a situação pela qual está passando!

With love,

Tete

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Larissa Oliveira

Ciao,

Hoje vou repostar uma foto e sua respectiva legenda postada pela Lari no seu Instagram. Ao ler essas palavras, não tive como não me emocionar e ao mesmo tempo ficar feliz. Feliz, porque é mais uma menina que vem enfrentando a escoliose da maneira mais linda e exemplar possível. Pra mim o que fica das palavras da Lari é: NUNCA DEIXE QUE OS OUTROS TE LIMITEM, TE DIMINUAM E TE DEIXEM TRISTE COM ATITUTES E PALAVRAS MÁS. Seja seguro de si, da sua luta, dos seus sonhos, ame a pessoa que você está se tornando a cada dia, ACEITE, SE ACEITE. Seguem as palavras da Larissa:

“Estou num processo longo e lento de aceitar meu corpo, mas hoje me deu vontade de assumir minhas curvas publicamente e aqui vou eu.
Ninguém disse que seria fácil viver com escoliose, também não me disseram que além de tolerar as dores teria que tolerar o bullying. Ouvir do médico que escoliose não tem cura é péssimo, mas ouvir dele que a cirurgia é a única maneira de corrigir a curvatura é mais assustador, sobre vc pensar que terá hastes e parafusos de titanium e uma certa limitação nos movimentos não é fácil. A escoliose é apenas uma luta diária de vários jovens, maioria mulheres e adolescentes. Nós costumamos ouvir comentários e cochichos de quem muitas vezes não tem conhecimento e não sabe o pq vc é “tortinha” ou de quem acha que sua dor na coluna é bobagem, e que não sabe que vc sente incômodo quando faz tarefas domésticas ou não aguenta pegar peso. É complicado quando até os profissionais que estudam a escoliose te olham com uma cara de espanto e dizem “caramba a coluna dela é um S”, às vezes a gente cansa de contar a história e de responder qual a causa da sua escoliose. É relativo cada caso é um caso. E não eu não carreguei muito peso quando criança, e também não cai e também não nasci assim. Essa curva é a marca da batalha diária que eu enfrento comigo mesma de me aceitar, de vestir um biquíni tranquilamente ou uma roupa justa. Com certeza não é fácil mas pra eu ter a coragem de postar esse desabafo e essa foto já vejo como um grande avanço. E hj eu só quero agradecer por apesar da escoliose eu ter uma saúde boa, uma família legal e a psicóloga por estar me ajudando tanto nesse processo de aceitação. Aprendi que aceitar os fatos é melhor do que lutar contra eles e as curvas são apenas lições!”.

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Não precisa falar mais nada né?! Larissa, obrigada do fundo do coração por permitir compartilhar sua história aqui, você é uma vencedora 💜

With love,

Tete

Helena Herdy

Ciao,

Preparados pra mais uma história exemplar de superação, aceitação e amor? A Helena escreveu com todo o carinho como foi/é a história dela com escoliose! Helena, já sou sua fã. Parabéns pelo exemplo e obrigada do fundo do coração por compartilhar essa trajetória. Com certeza ajudará muita gente ❤

“Me chamo Helena, tenho 14 anos
Em 2014 tive Púrpura de henoch shcolein e, na minha recuperação fiz uma ressonância e nela o técnico me disse que eu tinha um pequeno desvio na coluna.
O tempo passou, e, envolvida com o acompanhamento, Minha escoliose ia piorando. Em 2016 comecei a perceber que minha cintura estava assimétrica e sentir algumas dores na coluna. Procurei o médico, fiz um exame e foram constatados 18 graus. O médico disse que eu voltaria depois de um tempo e se tivesse com 21 ou 22 graus, usaria colete. O tempo passou e quando voltei estava com 35, porém ele disse que não havia mais nada a se fazer. Inconformadas, eu e minha mãe procuramos outro médico, esse me encaminhou para uma especialista em escoliose, que disse que eu deveria colocar o colete com urgência. Ela achou melhor eu usar o colete de milwaukee, que corrige cifose e escoliose, pois estava com alguns graus de cifose também. Mais tarde passarei para o colete apenas para corrigir escoliose. Usar colete não é fácil, devo admitir, no começo o colete incomoda demais, pra dormir é muito desconfortável. Tive que aceitar que as pessoas me olhariam diferente na rua, que eu não poderia fazer mais a coisa que eu mais gostava (dançar) , que eu teria que lidar com as pessoas me perguntando o tempo todo porque eu uso ” esse negócio no meu pescoço” , que as pessoas me definiriam como ” aquela menina que usa um negócio no pescoço” ou algo parecido, além de lidar com zoações de “amigos”. Na verdade, as vezes as pessoas julgam as outras sem saber exatamente pelo que elas passam. Nós devemos apenas aceitar e entender que o colete é a solução e não o problema.
Tudo tem um lado bom. Com o colete aprendi coisas que jamais imaginaria.
As vezes perco minha esperança e acho que não vai adiantar e nem melhorar, mas lembro que existem guerreixs que precisam ir diretamente pra cirurgia, enquanto eu tenho a oportunidade de usar colete. Agradeço muito a Deus por isso. Também agradeço por ter minha família, amigos e médicos me apoiando.
Hoje faço 1 mês com meu companheiro. Ter escoliose é um baita desafio que devemos encarar com muita paciência ( por mais difícil que seja).
É muito fácil nos entregarmos e ficarmos tristes e inconformados, basta escolhermos o modo mais difícil: nos levantarmos e erguermos a cabeça (no meu caso, literalmente! Hahah). Que todo nós guerreixs passamos nos ajudar e ter muita fé! Vai dar tudo certo”.

Fofa demais né?!

A escoliose entra na nossa vida pra nos ajudar a ver muitas coisas, uma delas é mostrar os verdadeiros amigos, as pessoas que SEMPRE nos apoiarão! Espero que a história da Helena tenha te inspirado tanto quanto me inspirou!

With love,

Tete

Débora Santos

Ciao,

O depoimento desse post é para ter como exemplo sempre! Tão lindo ver uma atitude de coragem como essa da Debora e mais lindo ainda o fato de ela ter compartilhado essa experiência incrível e essa perspesctiva tão madura a respeito da escoliose. Você é incrível Débora! Segue o texto que ela postou em um grupo do Facebook e autorizou o compartilhamento aqui também:

“Sim! Fui com esse vestido no casamento do meu irmão
Sim! Fui madrinha e fiquei próxima aos noivos na frente de 300 pessoas
Sim!!! Tenho escoliose!!! 55° na torácica e 37° na lombar
Resolvi escrever devido a alguns depoimentos de baixa auto estima que já me deparei aqui e mães desesperadas, talvez ajude alguém. Nós, portadores, sabemos como é difícil aceitar algo que não sabemos de onde veio, não existe cura e nos deforma. Ainda temos que lidar com muitas informações erradas a respeito e sentimento de pena. E a pergunta mais discreta e mais comum que ouvimos é: Você sente dor ? E nessa hora penso será que sou tão torta a ponto de alguém preocupar com minha dor? Torta é uma palavra que não sabia lidar, não queria ouvir e ficava muito triste quando ouvia ou até quando eu pensava. Também não olhava para radiografia. Convivo com minha escoliose há 16 anos e grande parte desse tempo não aceitava bem, a minha solução foi esquecer, por muito tempo, apesar do grau elevado, nunca sentir dor então foi mais fácil esquecer, mas não é a melhor maneira de lidar. Hoje, lembro todos os dias e aceito minha condição. Hoje, não tenho vergonha de falar, não escondo e a palavra torta não me assusta mais. Afinal, ficar triste, com baixo auto estima, se esconder não vai curar minha escoliose. Nossa felicidade não pode se resumir a isso. Sei que na adolescência é mais difícil aceitar. Descobri a minha com 13 anos e já estava passando por muitas mudanças, mas sobrevivi a essa fase e Mães, pelo amor de Deus, não piore mais a situação. Não saem espalhando a notícia de que seu filho ou sua filha tem escoliose para a cidade inteira. Não fique dizendo para ele o quanto está preocupada. Foi minha mãe que avisou para meu namorado que tenho escoliose, não que ele não havia reparado, mas eu ainda não estava a vontade para contar. Fora todos da família e pessoas desconhecidas que ela contava. Sala de espera do ortopedista, era como dar doce para criança. Por isso Mães, sei como é difícil também para vocês. Mas deixem que seu filho ou filha diga que tem escoliose para quem e quando ele quiser contar. Quanto ao tratamento, vou relatar a MINHA experiência nesses 16 anos, lembrando que não sou médica. Também pode ajudar, afinal tive muita informação errada por parte dos médicos. Fisioterapia comum não resolve, RPG é excelente para postura mas não para a escoliose, não tem que esperar para ver se aumenta a escoliose ou não para definir um tratamento, o Grau da escoliose continua SIM aumentando mesmo quando paramos de crescer (pesquisas relatam até 1° grau cobb por ano), no meu caso descobri quando tinha 22° na toracica hoje tenho 55° e cirurgia não é a única solução. Quanto a cirurgia, segundo os médicos e a litetatura científica, quem tem acima de 50° precisa de cirurgia para correção, pois o Grau continua aumento e pode comprometer orgãos. Mas isso é só um número, cada caso é diferente. Eu não possuo comprometimento pulmonar nem dor, mas para o neurocirurgião e para 2 ortopedistas eu não tinha escolha a não ser cirurgia. Ainda precisava decidir logo pois já tenho 29 anos e quanto antes melhor. Eles estavam esperando somente meu ok, o plano iria aprovar, mas eu não queria me prender a 2 haste e 20 e poucos parafusos. Não sou contra cirurgia. Ainda bem que temos esse recurso e espero que a medicina continue evoluindo para que a cirurgia possa ser mais tranquila e segura. Acredito que deve ser o último recurso. Mas vejo uma certa banalização, muitos médicos indicando e até quem não precisa querendo fazer. Só que colocar duas haste de titânio não trata a escoliose, só segura para a coluna não continuar entortanto e melhora a estética porque fixa a haste para que fique mais alinhada possível, mas ela ainda está aí com você. Atualmente, estou em um tratamento de fisioterapia especializada em escoliose, o SEAS, estou a 5 meses e o objetivo é colocar a minha no eixo para compensar e não progredir. Mas prefiro relatar esse tratamento quando tiver mais dados. Enfim, escolha um tratamento efetivo que faça você se sentir bem e não fique só com opinião de médico, corra atrás e busque informação. Nós, portadores, temos que ser os nossos melhores especialistas. Temos o dever de conscientizar e trabalhar para um diagnóstico precoce. E não deixe que a escoliose te enfraqueça, faça com que ela te fortaleça!!! Senti vontade de escrever, talvez tenha alguém que precise ler.”

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Incrível né?!

Que possa te inspirar tanto quanto me inspirou!

With love,

Tete

Gabriela Madeira – Guria de Titânio

A guerreira de hoje é uma menina, ou melhor, guria {alô alô RS hahah} mais que especial. Conheci a Gabi e sua história através do Facebook e da sua página maravilhosa, Guria de Titânio. Segue a história dela que é, para mim e para quem for ler, um incentivo, um exemplo e uma inspiração. Gabi, you rock ❤ !

“Aos 10 anos descobri que tinha escoliose que é um desvio na coluna que pode ser adquirido ao longo dos anos, ou pode ser congênito (que é o meu caso). Depois que descobri, minha vida mudou muitos tratamentos, muitos remédios e muitas dores. Deparei-me com diversas dificuldades ao longo dos anos, sabe, tive uma infância muito feliz, mas quando comecei a entender a gravidade do que eu tinha (na minha adolescência) e descobri que minha vida não seria tão fácil como eu imaginava, SURTEI. Não conseguia entender o motivo de ter que passar por tudo isso. Depois de um tempo, superei por alguns anos, mas no fundo sabia que a parte mais difícil estava por vir, que eu teria que ter mais do que um bom humor pra enfrentar. Já estava acostumada a me refazer, me esconder e até conseguia dizer pra mim mesma que um dia iria passar. Mas começar algo novo? Do zero? “Despir-me” e encarar, contar pra todo mundo? Ahhhhh isso eu não sabia fazer. Pelo menos até julho de 2015. Depois de 15 anos apenas “lidando” bem com a situação, decidi que precisava fazer mais. Precisava tomar uma atitude e superar de vez essa fase. Em 2014 meu o problema voltou a me assombrar (comecei a piorar rapidamente). Descobri que precisaria realizar a tão assustadora cirurgia para corrigir essa limitação. Cirurgia essa que vinha fugindo há anos. Como se não bastasse descobri que teria que realizar a cirurgia em dois tempos. Minha coluna já estava muito rígida para obter sucesso em apenas uma cirurgia. A ideia de fazer a cirurgia na coluna, de me submeter a mais de uma etapa cirúrgica, de ser parafusada correndo sérios riscos de vida era aterrorizante; Mas mais ainda, era pensar que meu próprio corpo poderia comprimir meus órgãos a ponto de me matar a longo prazo. Fui para o hospital dia 20/07/15 direto para a cirurgia, não teve internação em quarto, nem tempo pra pensar em desistir. Cheguei ao hospital, assinei os documentos e fui direto para o bloco cirúrgico. Acho que foi a pior sensação da minha vida. Colocaram-me em uma sala pequena e me deram roupas pra vestir, fizeram perguntas e me encheram de pulseiras. Descobri naquele momento que a única coisa que me diferenciava dos outros era uma identificação.

Mas como se isso não bastasse me comunicaram que naquele momento eu poderia entregar meus pertences aos meus pais e me despedir deles. Acho que foi a pior coisa que tive que fazer. Deixa-los. Nunca senti um nó na garganta tão grande. Fui para sala de pré-operatório onde os minutos se tornaram anos, o medo corria pelo meu corpo todo. Mas não desisti.

Depois de 4h em bloco finalmente acordei na CTI, meu pai estava em cima de mim com um ar de terror e alivio ao mesmo tempo. Sorri, sabia que havia sobrevivido.Minha primeira hospedagem foi de quatro dias na CTI com muita medicação, sonda, dreno e tudo que eu tinha direito. Fora uma linda incisão no meu abdômen, incisão que não me deixava tossir, espirrar ou ate mesmo respirar direito. Mas apesar das dificuldades superei as expectativas. Estava me recuperando bem e tendo uma boa cicatrização. Mas ainda não era possível ver resultado, pois o sucesso dependia da segunda etapa. Quando fui pro quarto já faltavam três dias para a realização da segunda cirurgia e foi aí que entrei em pânico. Queria desistir e vir pra casa. Fiquei com o medo do novo, e de como seriam as coisas quando eu acordasse novamente. Mas Deus foi muito bom comigo. Colocou-me pessoas que me fizeram não desistir.

A espera para o dia 27/07/15 chegar acho que foi a parte mais agonizante, pois embora eu já estivesse no hospital e já tivesse realizado a primeira cirurgia. Ao olho nu NADA HAVIA MUDADO, eu não tinha sentido nenhuma diferença, eu não havia percebido mudança alguma e esse novo que estava prestes a chegar me assustava demais. O pior que ele vinha acompanhado com mais um processo cirúrgico, mais uma anestesia, mais 9h em bloco, mais drenos, e sondas e intubações…

Na noite anterior não consegui dormir. Minha cama ficava do lado da janela, passei a noite olhando pro céu me perguntando o que seria de mim quando eu fosse para o bloco, o que seria de mim quando eu abrisse os olhos novamente. SE ABRISSE.

Mas fui. Mais um tchau pra família, mais um nó na garganta, mais uma sensação de não ter controle sobre a minha vida.

Depois de 9h30min em bloco minha família fora avisada que a cirurgia embora tivesse sido de extrema dificuldade tudo havia ocorrido melhor que o esperado e que eu ainda estava viva… Enfim um sonho havia se realizado para todos nós, mas a batalha só havia começado. Travei uma batalha contra o tempo, contra a minha dedicação, determinação, animo, persistência, esforço e coragem. Sempre me achei uma pessoa persistente, mas não conhecia o real significado até esses momentos. Desde que abri os olhos depois da primeira cirurgia SUPERAÇÃO teve que ser o meu sobrenome. Tudo que eu imaginava ser ruim foi pior. Não recebi só duas incisões devido aos procedimentos cirúrgicos. Eles vieram acompanhados de muitas outras coisas: dois drenos (sendo um no tórax que me fez ficar sem sequer levantar o braço por dias), sonda, cateter de acesso central que vai até a cava, cateter de pressão arterial, doses de heparina anticoagulante TODOS OS DIAS, botas de pressoterapia, cateter nasal de oxigênio, coletas e mais coletas de sangue, muitos curativos, doses de morfina  e óbvio que não poderia faltar a intubação endotraqueal. Quando decidi que faria as cirurgias, tentei olhar de uma forma geral sem dar muita atenção aos detalhes porque eu sabia que seriam muitos e que provavelmente eu desistiria se focasse neles. Hoje com o relógio contanto só pra frente, olho pra trás e não consigo acreditar o quão determinada eu consegui ser e que embora tenha ocorrido situações na qual eu tive muito medo lá no fundo sempre acreditei que mesmo que o “presente” não estava embrulhado da maneira como eu havia projetado, isso não fazia com que o presente tivesse menos valor. Algumas pessoas podem até pensar: Nossa, coitada dela! Teve que passar por toda essa situação. Não as culpo. Antes eu pensava exatamente da mesma maneira, mas aí descobri que o que faz você superar e se tornar alguém diferente, deixar de ser a pessoa que apenas escuta para ser a pessoa que fala é conseguir enxergar no meio da dificuldade uma oportunidade. Ao longo desses meses descobri que não adianta apenas acreditar em Jesus e no propósito que ele tem pra nossa vida, mas se trata de descobrir o que podemos fazer a respeito disso.

Hoje com 1 ano e 6 meses, com 29 parafusos e 2 hastes, com duas cicatrizes. Posso dizer que passei minha vida toda achando que a escoliose era o problema, mas no fim descobri que ela era a solução. Essa é a forma mais simples que tenho de demonstrar minha felicidade e gratidão a Deus.
Existem muitas pessoas na fila do SUS esperando pela cirurgia sem respostas, sem previsão enquanto enfrentam dores e desconfortos que aumentam. Existe muita gente que entra no bloco cirúrgico e nunca mais volta.
E alguns depois de operados nunca mais voltam a ser o que eram.
Por isso cada vez que me olho no espelho e vejo que apesar de tudo que passei estou aqui podendo trazer mesmo que de uma forma tão pequena um pouquinho de esperança, já me sinto abençoada. Às vezes as pessoas que estão de fora não entendem o que vivemos e não as culpo, porque algumas coisas só quem viveu entende a alegria que é. Que esse meu breve relato possa servir de inspiração a você que sofre com alguma limitação. Não deixe seus medos te privarem da vida incrível que você merece ter.

Sobre a Pagina GM – Guria Titânio.

Criei a pagina com o intuito de trazer informação e esperança a outras pessoas que passam pela mesma situação que eu. Quando estava para realizar a cirurgia não tinha pessoas para me ajudar que já haviam passado por situação semelhante, nem mesmo na minha adolescia quando fiz tratamento com colete ortopédico e fisioterapia. E me fez muita falta, cresci com problemas de autoestima e achando que eu era a única menina com escoliose. Por esse motivo resolvi compartilhar minha história e trazer mensagens de superação, fé e esperança. Tenho conhecido muitas pessoas ao longo dessa caminhada e cada mensagem que recebo de carinho só me faz ter mais certeza do que devo fazer. A pagina trás a mensagem de inclusão de que apesar de estarem longe de mim às meninas podem ter uma amiga, uma referencia com quem contar. Alguém para compartilhar seus medos, tirar suas duvidas e trazer inspiração a elas. Além da conscientização da doença.”

Obrigada pelo seu depoimento e por ajudar tantas pessoas com curvinhas heheh!

With love,

Tete

Fernanda Pacífico

Ciao,

Mais uma lição de vida hoje!! A história da Nanda é um exemplo de como conviver e aceitar a escoliose de forma tranquila, sem estresse e sem complicações mas sim com muito amor e força de vontade!

“Descobri a escoliose com 13 anos quando minha tia me observou de biquíni e sugeriu a minha mãe um ortopedista. Foi detectado uma escoliose idiopática de 40 graus e que poderia usar colete para tentar manter a curvatura, porém o médico não me deu muitas esperanças sobre melhoras, pelo contrário disse que sem a cirurgia eu teria dificuldades de andar, respirar e teria muitas dores. Usei dois anos de colete (TLSO). Devido o meu crescimento meu grau aumentou para 50 graus, mas já atingi o crescimento ósseo e esse grau está estabilizado.
Passei por vários médicos que quiseram me operar, mas a cirurgia passou a não se tornar uma possibilidade e optei por vários tratamentos alternativos: natação, pilates, RPG, osteopatia, acupuntura, hidroterapia e fisioterapia. O grau da escoliose permanece o mesmo, porém minha postura foi totalmente modificada a ponto de não expressar esse desvio tão alto.
Hoje com 23 posso afirmar que vivo muito bem, sem dores, ando normalmente, respiro normal e faço de tudo, às vezes com alguma limitação, mas já tentei até me arriscar no surf, skt e slackline, e tenho uma vida normal (confesso que tenho vontade de voltar ao primeiro médico dizer tudo que faço hoje).
O maior conselho que posso dar é: usem o colete e procurem um tratamento alternativo especializado. Infelizmente não fui bem orientada na época do colete e não fiz tratamentos nessa época, mas já obtive resultados muito satisfatórios. Claro que existem pessoas que vão necessitar de fato da cirurgia… porém acredito que há muitos casos que é possível sim viver com a escoliose.
Minha decisão por optar em viver com escoliose foi reforçada quando um médico me disse que não operaria sua filha se ela estivesse a minha escoliose, mesmo ganhando dinheiro com isso. Saibam conviver com as dificuldades…
Conheci a Teresa do blog através do Instagram, ela com uma foto de vestido costas nuas e achei aquele ato corajoso e inspirador! Um exemplo! Através de conversas pude ouvir uma linda lição de superação e espero ser uma lição pra vocês também. Existem americanas com escoliose sendo musas fitness, mulheres com escoliose praticando yoga e tendo resultados ótimos. Busquem a inspiração de vocês, procurem sempre o melhor juntamente com um profissional especializado e tenham orgulho das suas curvas!”

D E M A I S! Nanda, você é um exemplo pra mim também! “Tenham orgulho das suas curvas”! Muuuito obrigada por compartilhar essa experiência linda!

With love,

Tete

Heloísa Skrebsky Clerici

Ciao,

Muito feliz que tenho uma nova história para mostrar à vocês, hoje de uma perspectiva a qual nunca tinha falado aqui! Diferentes experiências, diferentes pontos de vista.. isso que torna tudo mais lindo!

A história de hoje é da linda Heloísa, e a forma como eu a conheci me provou mais uma vez que não existem coincidências: estava na praia com minha família, e reparei que ao lado havia uma menina com uma cicatriz nas costas {por ter escoliose peguei a mania de olhar as costas de todo mundo hahah}. Meio sem jeito fui conversar com ela, que me contou tudo. Quando recebi sua mensagem essa semana, e li o texto que ela escreveu, um filme me passou pela cabeça: quando a conheci o blog era apenas um plano e eu estava fazendo o curso a distância de Fashion Blogging da Belas Artes. Hoje, escrevendo a experiência da Heloísa, tive a certeza de que todas as pessoas que passam pelo nosso caminho, nem que apenas com uma conversa, ficam marcadas e fazem a diferença na nossa vida, e essa situação é a prova disso.. Nada é por acaso, se eu não tivesse ido à praia aquele dia por exemplo, esse post nem existiria.

Bom, vamos à história {de muita coragem}:

“Meu caso foi descoberto quando eu tinha 12 anos de idade. Estava na Praia com minha família, e uma senhora (desconhecida) perguntou qual era o problema de coluna que eu possuía. Minha mãe (médica) chocou-se com a pergunta, e pediu para eu caminhar em direção ao mar. Ali foi o impacto, pois eu estava completamente desnivelada, e ninguém próximo havia notado. No retorno à minha cidade -São Pedro do sul- imediatamente fiz radiografias da coluna, e ali estavam 45°…. escoliose idiopática. Recorremos a um especialista de Porto Alegre, o qual aconselhou para que fizesse a cirurgia, deu 1 mês de intervalo até o grande dia. Nesse meio tempo eu já estava acostumada com a ideia, comecei a pesquisar sobre a tal cirurgia, e fiquei fascinada pela exuberante “obra de arte” (confesso o nervosismo, mas disse uma frase que nunca esquecerei: “Se eu tiver que fazer a cirurgia, e for para o meu bem, não tenho dúvidas que será o melhor”). No mês seguinte, fui à capital para baixar hospital, lá fiz outras radiografias e já havia aumentado 6° de curvatura. No dia 29/02/2012 fui operada, a cirurgia teve duração de aproximadamente 5 horas, possuo 20 pinos e 2 hastes, precisei fazer transfusão de sangue, mas tudo ocorreu perfeitamente bem. Hoje, aos meus 19 anos, levo uma vida super normal (claro, que com alguns cuidados) mas é algo que não me arrependo nem um pouco. Foi um sufoco que valeu a pena ter passado, pois nunca tive problemas na recuperação nem na minha vida.”

Muito obrigada por compartilhar, Heloísa ❤

With love,

Tete!